quinta-feira, 28 de junho de 2012

A TUA FÉ TE SALVOU

Na Carta aos Hebreus 10.38, disse o Senhor: O justo viverá pela fé, mas se ele recuar a minha alma não tem prazer nele. Mas, o que é a Fé? Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a certeza das coisas que não se vêem (Hebreus 11.1).
A fé é o alimento que nutri e fortalece o nosso espírito. Ela aproxima o homem de Deus, traz comunhão e paz com o Senhor Jesus. É aceitação da doutrina revelada por Deus, e a confiança na obra salvadora de Cristo.
Por isso, o nosso objetivo é levar aos amados, uma mensagem de exortação e encorajamento a uma fé plena e consistente, porque a palavra no na carta aos Hebreus 11.6 assegura: Sem fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que d’Ele se aproxima, creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam.
É evidente que não nos referimos a fé generalizada, a fé popular, ou a fé só pelo ouvir falar e saber da existência de Deus e do seu amado Filho Jesus Cristo que Ele gerou pela sua plenitude. Isso todos sabem e não produz resultado algum.
Porque a fé que o mundo conhece só se manifesta na hora do desespero, e se desperta apenas pelo rogo, ou na súplica ao socorro no momento de angústia. Nessa ocasião, se reverenciam a Deus, mas nada mais pode ser feito, porque é uma fé confessada por força de expressão e necessidade. É uma fé da boca prá fora, vazia e sem consistência, porque não é nutrida pelo Espírito Santo de Deus. E a palavra diz: Deus não ouve a pecadores, mas se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse Ele ouve (João 9.31).
Sendo assim, objetivamos alcançar uma fé viva, nascida do coração de Deus, que tem poder para curar, libertar, transformar vidas, realizar até o impossível aos olhos humanos, e ainda nos dá a certeza da salvação para a vida eterna.
Queremos levar aos amados a fé que arde o coração quando falamos do infinito amor do Senhor Jesus, porque essa fé é um dom celestial, produzida pelo trabalho íntimo do Espírito Santo de Deus na alma humana.
Vamos lhe apresentar uma fé semelhante a do Centurião de Cafarnaum, quando esse suplicava a Jesus pelo seu servo, e Cristo lhe propôs ir a sua casa e ele recusou dizendo: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas diz somente uma palavra, e o meu criado sarará. Tamanha era a fé daquele Centurião que surpreende até o Senhor Jesus, e maravilhado Ele disse: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé (Mateus 8:8).
Centurião: Oficial do Exército Romano, comandante de uma tropa de cem. Aquele homem era dotado de uma fé impar, e pelos olhos do Espírito havia nele a certeza de estar diante da glória do Filho de Deus. Não se sentiu digno de receber Jesus sob o seu teto, mas não hesitou e creu incondicionalmente que pela palavra do Mestre, maravilhas aconteceriam na vida do servo pelo qual intercedia.
Fé exemplificada por Estevão, o qual viu o céu aberto e o Salvador a Destra do Pai, sendo apedrejado até a morte permaneceu fiel, e ao entregar o seu espírito a Deus não pediu vingança para os seus executores, mas pediu ao Pai que lhes perdoassem porque tinha certeza do regozijo que lhe estava proposto.
Fé semelhante ao Apóstolo Paulo, que mesmo ciente das prisões e aflições que lhes reservavam em Jerusalém não temeu e nem recuou, mas disse aos irmãos: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser preso, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.
Não poderíamos deixar de exaltar aqui a fé viva e consistente dos apóstolos e discípulos do Senhor Jesus Cristo no início da igreja primitiva, os quais viveram sob perseguições, açoites, prisões, fome, frio, flagelo e morte violenta. E mesmo assim realizaram a maior obra evangélica sobre a face da terra, pacientemente suportaram tudo pela fé em Cristo, amor a palavra e aos mandamentos do Senhor. Submeteram-se a servidão pela vontade do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O legado dos santos homens de Deus está hoje ao alcance dos nossos olhos, o maior exemplo e testemunho de fé, dedicação e coragem para exercitarmos reflexão nos momentos de aflição e angústia, para aprendermos a confiar em Cristo e conhecer que por mais difícil que seja a condição, não desfaleçamos, mas sejamos fortalecidos na fé e tenhamos a confiança e certeza que não estamos só, porque o Senhor está em nós onde quer que estejamos, se fizermos a sua vontade.
A FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA
No Evangelho de Mateus 17.20, Jesus, exorta os seus discípulos por causa da pequena fé; dizendo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.
O Senhor Jesus comprova numa linguagem figurada a confiança que precisamos alcançar, e compara um grão de mostarda (a menor semente) para transparecer a grandeza das obras que a fé é capaz de realizar.
É evidente que a transposição dos montes é uma demonstração alegórica, porque se assim fosse, estaríamos alterando a superfície terrestre e o curso geográfico natural que Deus criou. Mas o Senhor nos encoraja a enfrentar e superar as montanhas de problemas, provas e tribulações que hão de vir, e irradia a confiança que estando revestidos da couraça da fé, não haverá barreira intransponível para o servo de Deus, porque em Cristo, somos mais que vencedores por aquele que nos amou.
A FÉ, SOBRE A PALAVRA DE CRISTO
O Evangelho de Lucas 5.1-5, relata que após Jesus ter usado o barco de Pedro para anunciar a multidão que o seguia, e sabendo Ele que os pescadores não haviam apanhado nada durante a noite toda, mandou Pedro que novamente lançasse a rede ao mar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei a rede.
Observem que Pedro já estava lavando as redes, sendo ele exímio pescador, sabia que não havia mais razão para persistência, pois havia encerrado a sua jornada de uma exaustiva e frustrante noite de trabalho, sem nada apanhar. Mas quando o Senhor Jesus mandou que novamente lançasse a rede, não hesitou, e pelos olhos da fé, viu em Cristo o poder para realizar o impossível.
Pedro acreditou de forma absoluta na palavra do Senhor e deu prova da sua fé prontamente dizendo: Senhor eu já trabalhei a noite toda sem nada apanhar, mas sobre a tua palavra, lançarei a rede.
E assim procedeu, e a rede se encheu de tal forma que não conseguira retira-la sozinho. Essa é a medida da fé que nós também precisamos atingir sobre a palavra do Senhor Jesus. Crer incondicionalmente, sem hesitar e sem nada duvidar. Ter a certeza e confiar que Deus está em nós e a sua palavra não volta para si vazia, antes faz tudo o que lhe agrada, segundo a sua vontade.
EXORTAÇÕES DO SENHOR JESUS SOBRE A FÉ
Em Lucas 8.43-48, relata que uma mulher possuía um fluxo de sangue havia doze anos, e gastara todos os seus bens com medicamentos e por nenhum pudera ser curada. Chegando por de trás de Jesus, tocou na orla de suas vestes e o fluxo de sangue estancou imediatamente.
E disse Jesus: Quem me tocou? E negando todos, disse Pedro e os que estavam com Ele: Mestre a multidão te aperta e te oprime, e dizes tu, quem te tocou? Respondeu-lhes Jesus: Alguém me tocou, porque bem sei que de mim saiu virtude. Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo, e, prostrando-se ante Ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara. E Ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
Considerem quantos da multidão apertavam e oprimiam a Jesus sem nada receber, mas a fé daquela mulher era algo extraordinário. No meio da multidão alvoroçada ela conseguiu apenas tocar nas vestes de Cristo e foi curada no ato, porque creu em Jesus, não somente para libertá-la da enfermidade que a afligia fisicamente, mas principalmente, como seu único e suficiente salvador.
E Jesus sentiu que dele saiu virtude, e perguntava quem havia tocado nele, mas com muita fé. E os seus discípulos ficaram intrigados com a pergunta e responderam: Mestre a multidão te aperta e te oprime, e dizes tu quem te tocou? Não compreendiam a surpresa do Mestre referindo-se a imensurável fé daquela mulher.
Portanto amados, não seja você também só mais um na multidão, dos que apertam e oprimem a Jesus sem nada receber, mas seja revestido de fé, e não busquem em Cristo somente as prosperidades materiais, mas creia verdadeiramente que a sua fé vai tocar não nas vestes, mas no coração de Jesus, e Ele vai lhe prosperar tanto quanto prosperou aquela mulher, a qual alem de receber o milagre da cura, ainda foi agraciada com a sua paz e a oferta da vida eterna.
Medite no poder da fé, num simples gesto quantas obras e maravilhas aconteceram na vida daquela mulher, houve uma verdadeira revolução. Assim também, Cristo quer fazer em sua vida, uma obra completa através da sua fé.
São inúmeros os testemunhos de libertações, curas e milagres, pela fé, no Evangelho do Senhor Jesus. É importante observar, quando Ele curava, e libertava os oprimidos, evidenciava a vinculação da cura, segundo a fé, ou melhor, Jesus condicionou que as benções serão conforme a medida da fé. Ele mesmo disse que não seremos ouvidos pelo muito falar, porque o Pai conhece as nossas necessidades, antes mesmo de suplicarmos suas misericórdias, mas segundo a fé, conforme o seu tempo e a sua vontade.
Precisamos evidenciar a fé exemplificada na palavra porque Jesus é o mesmo ontem, hoje, e será eternamente e continua realizando as mesmas obras e maravilhas conforme a medida da fé que recebemos.
Lamentavelmente, hoje muitos depositam a sua fé nos dízimos e ofertas, deixando em segundo plano a graça e a verdade do Senhor Jesus e isso é um equívoco que poderá trazer conseqüência desastrosa porque o próprio Jesus disse: De Graça recebeste de Graça dai (Mateus cap.10).
Louvai ao Senhor!

A QUEM ORDENOU JESUS PREGAR O EVANGELHO ?

Considerando que Cristo orientou a igreja de forma imperativa pelo “IDE” (Marcos 16.15), então perguntamos: A quem designou Jesus a pregar o Evangelho? Na sua concepção a ordenança é somente para a liderança das instituições religiosas, aos missionários especificamente treinados ou para todos que receberam a oferta da salvação? Vamos meditar na Verdade legada no Evangelho do nosso Salvador.
A PARÁBOLA DOS TALENTOS
Em Mateus 25.14-30, a Palavra descreve a Parábola dos Talentos, sobre a qual, disse Jesus:
Partindo um homem para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois, também granjeou outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor.
E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. E, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos.
Como também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos.
Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros.
Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
TALENTO: Peça de ouro ou prata usada como dinheiro (II Reis 18.14) que no tempo do Reinado de Cristo aqui, era equivalente a seis mil Dracmas (Mateus 25.15).
Como tivemos a oportunidade de conhecer, durante o tempo do Senhor Jesus na terra, o talento era uma espécie de moeda corrente em sua região, mas, o talento aqui por Ele citado, não era uma unidade monetário do sistema comercial.
Entretanto, neste texto, o Senhor Jesus demonstra numa narrativa alegórica, comparando valores de ordem material, em alusão ao que está no nível superior falando de coisas espirituais, comparando a obediência e respeito de um servo fiel ao seu senhor, e a grandeza da obra salvadora da vida eterna pela pregação do seu Evangelho.
O Senhor usa a figura da moeda, mas num domínio espiritual, O qual exaltou aos servos multiplicadores da dádiva, dizendo: Fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Entre no gozo do teu senhor.
E o muito, prometido aos servos fieis, não era bens materiais, mas era muito mais que isso, porque se referia ao gozo da vida eterna, pois na metáfora de Cristo, os talentos são almas preciosas resgatadas pela aspersão do seu próprio sangue, narrado em parábola para os que hoje recebem a oferta da salvação, exemplificando que devemos proceder como os servos bons e fieis, isto é, trabalhar para anunciar o Reino de Deus e as virtudes da vida eterna, para honrar o chamado do Mestre e multiplicar a oferta da vida eterna.
Observe a recomendação do Senhor Jesus, em João 15.16: Não me escolhestes vós a mim, mas eu escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.
Amados, por ocasião do chamado a tomar posse da oferta da salvação através do arrependimento e conversão pela aspersão do sangue de Cristo, a dádiva não é para se usar individualmente, ou guardar a promessa em sigilo, mas precisamos compartilhar a graça e multiplicar almas para o Reino do Senhor Jesus, anunciando a salvação para os que não conhecem o Evangelho, para que também sejam libertos dos pecados e venham a receber o dom da vida eterna.
Porque o compromisso para fazer a obra de Deus e anunciar a salvação aos que andam em trevas, não é exclusividade apenas do líder da comunidade evangélica ou de um grupo de missionários treinados especialmente para fazer a evangelização, mas todos que recebem o talento (a graça da salvação) devem, isto é, tem o dever e o compromisso de anunciar o Evangelho para fazer a obra de Cristo.
Mas aquele servo que recebe as virtudes do Espírito Santo para salvação, e toma para si o ministério de “esquentar banco”, ainda que tenha participação ativa na sua comunidade evangélica, mas, se não evangelizar e não ganhar almas para Cristo, esse servo é inútil e estará enterrando o talento que lhe fora confiado para multiplicá-lo.
Pois a palavra do Senhor na primeira carta aos Coríntios 12.31 descreve: Procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.
Mas se não anunciar ao Evangelho, certamente, no grande e terrível dia do Senhor, vai ouvir do próprio Senhor Jesus, as mesmas palavras da parábola, a qual diz:
Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter multiplicado almas para o meu Reino.
Tirai-lhe, então o dom da graça da salvação e lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
A PARÁBOLA DO SEMEADOR
Em sustentação a Parábola dos Talentos, a Parábola do Semeador (Evangelho de Marcos 4.1-20), conta que Jesus ensinava junto ao mar para uma grande multidão; fazendo menção do pregador de boas novas ao semeador, o qual disse:
E o semeador saiu a semear, e uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram. E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu, mas logo morreu porque não tinha terra profunda, e outra caiu entre espinhos, e os espinhos a sufocaram e não deu fruto.
Mas outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem.
E, no versículo 14 deste capítulo Jesus instrui que, o que semeia, semeia a palavra; e os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a Palavra e dão fruto, um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um, multiplicando assim o talento recebido.
PREGAR O EVANGELHO É COMPROMISSO DE TODOS
Na carta aos Romanos 10.14-17, a Palavra faz um verdadeiro apelo para que todos anunciem o Evangelho, meditemos: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas! De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus.
Irmãos, o compromisso para anunciar o Evangelho é muito sério, medite nas palavras do nosso irmão Paulo, descritas em I Coríntios 9.16,: Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho!
Semelhantemente, em Mateus 9.36-38, vendo Jesus a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor. Então advertiu aos seus discípulos dizendo: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.
E neste texto, apesar da advertência ter origem no Antigo Testamento (Ezequiel 3.18-21), é uma profecia, e se ajusta plenamente para nós, apreciem a ordenança do próprio Senhor Deus:
Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; não o avisando tu, não falando para avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.
Mas, se avisares o ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu caminho ímpio, ele morrerá na sua maldade, mas tu livraste a tua alma.
Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando tu, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não virão em memória, mas o seu sangue da tua mão o requererei.
Mas, avisando tu o justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.
Essa orientação do Senhor foi ratificada no Novo Testamento e citada por Paulo no livro de Atos 20.26, 27, dizendo: No dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos; porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
E o capítulo 5 de Marcos, conta que na província de Gadareno, havia um homem que era possuído por uma legião de espíritos imundos, o qual morava em sepulcros e cadeia alguma podia lhe segurar, mas vindo Jesus, expulsou os espíritos e esses tomaram uma manada de porcos, que se precipitou no mar, morrendo todos.
E o homem ficou liberto, e pediu a Jesus que deixasse ir com Ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis a benignidade de Jesus e todos se maravilhavam.
Assim também, a mulher samaritana (João 4) deixou o seu cântaro, e foi à cidade, e anunciou Jesus aos homens. E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher.
E os chamados pelo Senhor Jesus, Ele os capacitará a cada um com os dons espirituais para fazer a obra, ainda que produza apenas trinta frutos, grande será o galardão no Reino de Deus. Pois no livro de Lucas 24.47, Jesus ordenou que em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.
Outra peculiaridade interessantíssima, vem na segunda carta aos Coríntios 10.15, 16, onde a Palavra faz uma séria advertência, a qual não está sendo observada por muitos, e, principalmente pelos pregadores, vejamos:
Não nos gloriando fora de medida nos trabalhos alheios; antes, tendo esperança de que, crescendo a vossa fé, seremos engrandecidos, para anunciar o Evangelho nos lugares que estão além de vós, e não em campo de outrem, para não nos gloriarmos no que já estava preparado.
A doutrina de Cristo revela que o intercâmbio religioso entre os dirigentes das igrejas denominacionais, como de costume, permutar a pregação ou trazer pregadores de outras localidades para ministrar em campo de outrem, é uma cultura que contradita o Evangelho, pois a ordenança de Cristo é para buscarmos as ovelhas perdidas (Lucas 15.4-7), ou seja, anunciar o Evangelho aos que não conhecem a Palavra que cura, liberta e salva, pela aspersão do sangue de Cristo.
Esses testemunhos e recomendações do Senhor, vem para nos encorajar a assumirmos a obra do ministério, para a qual fomos chamados. E, para anunciar o Evangelho não há necessidade de ingressar em curso bíblico de discipulado, faculdade de teologia, nada disso, aliás, não deve, porque você tem em suas mãos a maior fonte de sabedoria e inspiração, a bíblia sagrada. É só buscar a unção no Espírito Santo de Deus, meditar, e Ele vos ensinara todas as coisas (I João 2.27).
Porque foste chamado por decreto do Altíssimo e o seu compromisso com a obra de Deus não veio por acaso, talvez você não tenha dimensão da grandeza do seu ministério, e certamente não é esquentar banco congregação alguma, dizendo amem a tudo que ouve.
Mas, vai para os teus e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti.
INDICAÇÕES PARA INICIAR A EVANGELIZAÇÃO
Quando devemos anunciar o Evangelho? Sempre que possível, em qualquer lugar, dia, hora, e em qualquer situação. E quando saírem especificamente para evangelizar, se possível saiam em duas pessoas, ou seja, dois irmãos, ou marido e mulher. Andar em dois não é uma regra, mas seguir os ensinamentos do Senhor Jesus, o qual sempre enviou os seus, de dois em dois.
A quem devemos anunciar o Evangelho? A todos que não conhecem a palavra de Deus, independente de raça, sexo, cor, credo religioso, classe social ou poder econômico, porque o Senhor Deus não faz acepção de pessoas. È aconselhável também, se disponibilizar aos discipulados para ensiná-los nas suas residências, agendando previamente horário e datas, e fazê-los acompanhar os ensinamentos na bíblia.
E não tenham receio de pregar a verdade (João 8.32), porque na palavra de Deus não há censura, você pode pregar a bíblia toda e em todo lugar, o que precisamos é buscar no Senhor a sabedoria para anunciar a sua verdade com exatidão, como também não se deixar vencer por aqueles que possuem sabedoria material, evitando sempre contenda com esses, a qual Deus abomina.
É indispensável estar preparado espiritualmente, porque aparecerão muitas situações atípicas e o servo de Deus não poderá ser surpreendido, sem que lhes dê uma resposta coerente. Muitos lhes pedirão aconselhamento, oração para enfermos, farão perguntas sobre a Palavra, e o Apocalipse. Mas não se preocupem, o Espírito de Deus falara em vossa boca.
Louvai ao Senhor

A MULHER SÁBIA EDIFICA A SUA CASA

A Palavra de Provérbios 14.1, assegura que: Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derruba com as suas próprias mãos.

Mas em que circunstância o Senhor contempla a sabedoria da mulher e lhe concede virtudes para edificar e abençoar todos sobre a sua casa? Porventura estaria o Senhor referindo-se a mulher culta, intelectual, com formação acadêmica? Certamente, a Palavra não está atribuindo essa dádiva a mulher, pela sabedoria adquirida nos bancos escolares.

E a revelação vem no livro dos Salmos 111.10, afirmando que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e em Provérbios 11.2 diz: Com os humildes está a sabedoria.

O Senhor faz alusão a sabedoria da mulher dotada de humildade espiritual, legada em alguns exemplos clássicos da Palavra, como Sara, mulher estéril, sendo da idade de noventa anos, e tendo cessado o costume das mulheres, mas pela sua fé e temor a Deus, não duvidou da promessa do Senhor em lhe abençoar, dando-lhe um filho em sua velhice, colocando-a como mãe das multidões das nações pelo concerto que o Senhor havia feito com o seu marido, o nosso pai na fé, o patriarca Abraão, sendo esse da idade de cem anos (Gênesis cap. 21).

Há referência também da sabedoria de Rute que, entrou na viuvez ainda jovem, mas não abandonou a pobre sogra órfã, antes apegou-se a ela, recusando em voltar para o conforto da casa dos seus pais, terra onde nascera, optou em ampará-la em sua aflição, acompanhando-a junto a um povo que dantes não conhecia, e o Senhor a galardoou pelo seu caráter solidário, pelo seu amor, sua fé e sabedoria.

Não poderíamos deixar de sublimar a sabedoria de Ana (I Samuel (cap. 1), quando atribulada, humilhada, e excessivamente irritada pela sua competidora, porque o Senhor lhe havia cerrado a madre, ela, pois, com amargura na alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente, e fez um voto dizendo:

Senhor dos Exércitos, se benignamente atenderes para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, e a tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei para todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passarás navalha.

E aconteceu que na mesma noite, o Senhor se lembrou de Ana, e concebeu, e teve um filho, e chamou o seu nome Samuel. O Senhor honrou a sua fé, humildade e sabedoria porque buscou no Senhor as suas precisões e alívio das suas angústias e tribulações.

Precisamos enfatizar também, o delírio de algumas mulheres néscias, que pela insensatez traspassaram a si mesma com muitas dores. Fato consumado a mulher de Ló, quando o Senhor fez cair fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas, essa mulher, em seu desvairo e desobediência, olhou para trás e foi convertida numa estátua de sal depois de ter sido liberta de uma terra onde havia corrupção e pecado em abundância (Gênesis cap. 19).

Acontecimento semelhante ocorreu com a mulher de Jó (Jó cap. 1-3), a qual, pela ausência de fé, não conhecendo os propósitos do Senhor, acabou por blasfemar contra Ele dizendo a Jó: Ainda reténs a sua fidelidade? Amaldiçoa o teu Deus e morra. Jó, repreendeu-a porque falava como uma louca. Em tudo isso não pecou Jó, e pelo Senhor foi agraciado.

Necessário é ressaltar também o desatino de Safira, mulher de Ananias, a qual, em cumplicidade com o seu marido, ambos foram flagrantemente apanhados em mentira ao Espírito Santo de Deus (Atos cap. 5), e morreram, porque os mentirosos não herdarão o Reino de Deus.


ALGUMAS DAS VIRTUDES DA MULHER SÁBIA

O capítulo 31 do livro de Provérbio de Salomão aconselha e exalta algumas das virtudes da mulher sábia, diante dos olhos do Senhor para que as tomamos como exemplo e testemunho de fé. Observem:

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.

Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos.

É como o navio mercante: De longe traz o seu pão. É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.

Ela percebe que o seu ganho é bom; abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. Não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura.

Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra.

Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, a força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.

Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.

Levantam-se seus filhos e lhe chamam afortunada; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas dominas.

Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.

Amada irmã em Cristo, você observou a profundidade do concerto que Deus definiu e recomendou especialmente a mulher? Ele não mencionou o homem, por uma questão de funções dentro da família, mas incumbiu a mulher para exaltar a sua casa, edificar os seus entes queridos pelo testemunho de humildade, perseverança, fé e sabedoria no temor aos mandamentos do Senhor.

Portanto mulher, a sua realização está diante de ti, na sua boca e no seu coração, porque com o coração crê para justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Sê sábia no Senhor, e serás salva tu e a tua casa.


O DEVER DA MULHER CRISTÃ

Timóteo 2.9, 10 descreve: As mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças (penteados mirabolantes), ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém às mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.

O que também fora ratificado I Pedro (3.3), onde relata que: O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestes.

Em Tito 2.3-5, exorta: As mulheres idosas, que sejam sérias no seu viver, como convêm a santas, não caluniadoras, não dadas ao vinho, mestras no bem; para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, e a seus filhos; a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada.


A VAIDADE MORTAL

Relata a Palavra que a criação está sujeita à vaidade (Romanos 8.20), por isso às vezes, até mesmo por impulso, a mulher, ao deparar com manequins em vitrines de lojas com trajes extravagantes, passa a contemplar, e os seus olhos acabam enchendo o seu coração de cobiça e vaidade.

Mas é bom trazer a mente que aquela estatueta manipula pelas mãos humanas não possui alma e nem compromisso com Deus, mas você mulher, tem um espírito que é imortal, e ao deixarmos esta vida, só há dois lugares onde o espírito irá permanecer até o grande dia do julgamento do Senhor Jesus, a saber: O Paraíso de Deus ou o hades (quer dizer inferno) com satanás e sua malignidade.

Observem a menção da palavra em Romanos 6.12 e 13 alertando: Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas cobiças; nem tão pouco apresenteis os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivo dentre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.

Portando, o Senhor exorta a mulher sobre o seu dever e vigilância, para que a sua beleza seja no seu modo de agir, na pureza e santidade do seu coração, simplicidade no exterior do seu corpo, liberta e desprovida de toda vaidade. Que não se afeiçoe à vaidade, aos costumes mundanos e não ande na loucura das paixões infames.

Porque o resultado da insensatez pela vaidade é desastroso, é só observar os órgãos de imprensa noticiando frequentemente morte de mulheres após aplicação de alguns produtos usados no tratamento do cabelo ou da pele, pela ação dos produtos químicos no organismo humano.

Conhecemos uma jovem empreendedora, executiva de classe média, tendo sido submetida a uma cirurgia de estética para correção dos seios, poucos dias além do pós operatório, foi sucumbida fatalmente pela ação fulminante de uma bactéria letal, adquirida durante o processo de cirurgia.

Lamentavelmente, tornou-se uma prática comum a deformação no corpo de muitas mulheres pelo ato de cirurgia plástica, quando não o óbito por esse procedimento ou pela ingestão de medicamentos incompatíveis, como também uma infinidade de complicações em cirurgias simples de estética, que a mulher acaba perdendo a vida precocemente, pelo desejo de alterar a forma natural que Deus a criou, vitimando a si mesma, pela vaidade, a qual dá origem a esses e a outros traumas, e ainda não citamos a doença da anorexia que vem acompanhada da depressão, angústia e muita dor para o paciente e toda família, tudo motivada pela obsessão na perseguição a um resultado satisfatório para estética e beleza física, o que na maioria das vezes acaba sucumbindo à paciente a morte. Tudo isso acaba se transformando em suicídio, e os suicidas não herdarão o reino do céu.

Mas você mulher, para ser bela para o Senhor seu Deus, não precisa acrescentar e nem deduzir nada no seu corpo. É impossível dimensionar o seu valor e o imensurável amor que o Senhor Deus tem por você. Ele só olha para o seu interior, para a singeleza do seu coração, o que você fizer para ornamentar o seu exterior não tem valor algum para Deus, aliás, Ele abomina toda vaidade.

A palavra assegura com clareza que a beleza da mulher não está na moldagem dos seus cabelos pela habilidade do artífice, no fino trato da sua pele ou na extravagância das suas vestes, porque você já tem a luz de Cristo que ilumina o seu rosto e faz a diferença entre você e a que não teme a Deus.

Mas quando a mulher se dá ao luxo de usar produtos cosméticos, jóias para melhorar o visual, roupas finas para apresentar-se bem esteticamente, esses acessórios produzem um efeito contrário, ofuscam a luz do Espírito Santo de Deus, porque são coisas inúteis, supérfluas e vãs que desagradam ao Senhor, porque o seu corpo é o templo do Espírito Santo, e esse templo tem que ser íntegro, puro, santificado, porque Deus não olha para a sua beleza externa, mas para o interior do seu coração.

No livro de Eclesiastes, a palavra do Senhor diz que toda vaidade é aflição de espírito, mas a mulher que tem compromisso com os mandamentos de Cristo tem paz no coração, e precisa se conscientizar disso, e saber que a sua beleza não está na aparência física, mas no desprovimento de toda vaidade que muitas de vós estão sujeitas.

A sua beleza está na sabedoria em servir a Deus com toda humildade, santidade e na obediência aos mandamentos do Senhor.

A mulher precisa se conscientizar da sua fundamental importância no seio familiar, e ter a confiança que pela sua sabedoria, fé e humildade, vai trazer um relacionamento harmonioso de paz para dentro da sua casa, para que, se algum marido não obedece a palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra (I Pedro 3.1)

Para sua reflexão: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

Louvai ao Senhor!

terça-feira, 26 de junho de 2012

PORQUE AS VEZES A NOSSA ORAÇAÕ NAÔ É OVIDA ?

Muitas vezes temos a sensação que as nossas orações não são ouvidas, não há resposta, as mudanças não ocorrem, Deus tudo ouve, mas qual o motivo do silêncio que aperta o coração, há algo errado?
A Palavra aos Filipenses 4.6, revela: Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graça.
Por isso o Senhor alerta sobre a necessidade do compromisso para que as nossas petições subam diante do seu Trono de Glórias, porque no Evangelho de João 9.31 está escrito: Deus não ouve a pecadores, mas se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ele ouve.
Para que a oração ser ouvida, não basta só pedir, ela requer, primeiramente fé, arrependimento, conversão, direção do Espírito Santo, porque não sabemos o que havemos de pedir e como convém, mas o Espírito ajuda em nossas fraquezas e intercede por nós até com gemidos inexprimíveis.
No livro do Profeta Isaias Capítulo 59 Versículos 1 e 2, a palavra diz: Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar, nem o seu ouvido agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.
Portanto amados, as mãos do Senhor não estão encolhidas para lhe abençoar, e nem os seus ouvidos vedados para não ouvir, mas estando em pecado, as orações não são elevadas diante de Deus, porque as transgressões se constituem em uma barreira para que os ouvidos do Senhor não as ouçam, porque Deus não faz comunhão com o pecado, Ele disse: Sede santo, porque Eu sou Santo.
A primeira carta universal do Apóstolo Pedro 3.12 profere: Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males
A Palavra assegura que todos somos pecadores, e se dissermos que não há pecado em nós, tornamo-nos mentirosos, mas também conforta e nos dá a certeza que temos um Advogado que está à destra do Deus Pai, e pelos pecadores intercede, quando há arrependimento de toda má obra que praticamos.
Jesus ensina se faz necessário perdoar para ser perdoado, porque se não perdoarmos aos nossos devedores, o Pai, também não nos perdoará (Mateus 6.14, 15), e, se não recebermos a Graça do perdão, as nossas petições não chegarão diante do Trono de Glória do Deus Pai.
No Evangelho de Mateus 6.5-8, o Senhor Jesus ensina como devemos nos dirigir ao Pai, Ele instrui que o aposento do espírito é o nosso corpo, sendo a boca a porta de entrada deste aposento, e quando nos dirigirmos a Deus, a porta deverá ser fechada, como também, não devemos usar de vãs repetições, porque o Senhor já conhece todas as nossas necessidades antes mesmo de abrirmos a boca.
Validando a palavra no livro de Eclesiastes 5.2-7 onde diz: Não te precipites com a tua boca, nem o seu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; pelo que sejam poucas as tuas palavras. Porque, da muita ocupação vem os sonhos e da multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras, mas tu temes a Deus.
A oração é a aproximação do servo ao Senhor, é o ápice da comunhão entre o homem e o Altíssimo por meio de palavras ou do pensamento, que se faz pela fé, humildade e a pureza de coração. E apesar da fé e confiança no Criador, às vezes as nossas orações não são atendidas, porque pedimos coisas que não são da vontade do Senhor, em Tiago 4.3 a Palavra: Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vosso deleite.
Precisamos nos conscientizar, que o sangue de Cristo na cruz do Calvário, não foi para nos atender em coisas desnecessárias e supérfluas. O maior patrimônio, a maior riqueza que podemos alcançar não são as coisas deste mundo, mas a sua paz, a graça e a oferta da vida eterna junto ao Pai.
Para que a nossa oração chegue diante do Trono de Glória Deus, é indispensável uma vida em comunhão com Cristo. Submissão a vontade de Deus, arrependimento, conversão, e principalmente perdoando aqueles a quem nos tem ofendido.
A oração, sempre que possível, deverá ser realizada de joelho (Efésios 3.14), e em nome do Senhor Jesus Cristo, e jamais interceder a Deus em nome de algum outro ser, porque Cristo é o único mediador entre Deus e o homem (I Timóteo 2.5).
Em hipótese alguma podemos duvidar do poder de Deus, o que duvida é semelhante às ondas do mar que são levadas pelo vento e lançadas de um lado para outro (Tiago 1.6). Quem pede ao Senhor duvidando, certamente não será atendido. Aliás, nesse caso, o melhor é permanecer calado.
Disse o Senhor ao profeta Jeremias (29.12, 13): Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.
A ORAÇÃO FORTE EXISTE?
Temos ouvido alguns pregadores citando oração forte. Mas, que oração forte é essa que não faz parte do Evangelho de Cristo? E o que não consta no Evangelho não é bíblico, e não sendo bíblico não poderá ser praticado porque é doutrina de homem, e está fora dos propósitos de Deus. Oração forte é uma linguagem herdada do espiritismo. Termo indutivo usado por pregadores, para dar credibilidade nos seus ministérios. Mas no Evangelho de Mateus 21.22, Jesus disse: Tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.
A Bíblia não menciona oração forte ou oração fraca, mas diz: Tudo o que pedirdes crendo o recebereis. Esta é a condição, a fé suficiente para a sua oração chegar aos ouvidos de Deus. Crer incondicionalmente de todo coração, que as mãos do Senhor estão voltadas para te abençoar, quando pedimos alguma coisa que seja da sua vontade.
Na carta Universal do Apóstolo Tiago 5.15, 16 diz: A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.
Podemos observar no início deste texto que Deus não ouve a pecadores, portanto, não basta ter compromisso o dízimo, com campanhas, ou com o pastor da sua igreja, se não tiver despojado do velho homem pecador e revestido do novo nascimento de Cristo em seu coração, a sua fé será vã.
É indispensável o compromisso com o Senhor Jesus Cristo, pois no seu Evangelho, todos que recebiam curas, e libertações, o Senhor sempre lhes dizia: A tua fé te salvou. Não há referência alguma de Cristo dizendo: A tua fé te curou.
Porque pela fé, vem a Graça do Senhor Jesus Cristo e a oferta da salvação para a vida eterna. Para isso Ele veio, não só para nos aliviar da opressão deste mundo, mas principalmente, buscar e salvar aquele que estava perdido.
Louvai ao Senhor!

domingo, 17 de junho de 2012

A DOUTRINA DA TRINDADE

A doutrina da trindade, conhecida nos meios religiosos principalmente entre os católicos, como “santíssima trindade” referindo a Deus, Jesus Cristo e ao Espírito Santo como sendo uma só pessoa, ou três deuses em um único espírito, não tem fundamento bíblico, porque não há referência bíblica que a Divindade formada pelo Pai, Filho e Espírito Santo, sejam a mesma ou uma única pessoa.
A palavra trindade não consta no conteúdo bíblico, porem, alguns pregadores, passam a falar por si mesmo criando “um” Deus triuno, afirmando que uma pessoa seja três pessoas, e que três pessoas sejam uma só pessoa, instituindo uma doutrina de blasfêmia contra o Pai Altíssimo, que tudo criou.
Mas desde o princípio, a Palavra não deixa sombra de dúvida quanto à existência e plenitude do PAI CRIADOR, e de Cristo, o seu amado FILHO, o qual, na ascensão ao Trono de Glória do Pai, nos enviou o Espírito Santo como nosso CONSOLADOR, para que não ficássemos órfãos.
A teoria da existência de um só “Deus” formado peor três pessoas da Divindade é o princípio fundamental da seita dos unicista, os quais creem em um único Deus, ou melhor, aceitam somente Jesus Cristo, acoplando as três pessoas da trindade em si mesmo, negando a plenitude do DEUS PAI, e a interação do Espírito Santo.
Assim como a seita das Testemunhas de Jeová, só reconhecem Jeová (dizem ser o nome de Deus), ignorando o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo como Filho do Altíssimo, como também rejeitam a existência do Espírito Santo como nosso Consolador. Essas doutrinas afrontam as escrituras, porém, não vamos entrar no mérito dessas seitas, por se tratar de doutrinas de heresia.
Uma observação: Quando referimos a Divindade como “pessoa”, evidentemente que não referimos a pessoas formadas por matéria, mas pessoas como seres espirituais, porque a Palavra afirma que Deus é Espírito, como também, Cristo, tendo habitado entre nós na forma humana, mas, morto em sacrifício vivo para remir o homem do pecado, ressuscitou ao terceiro dia, não mais com o corpo que fora desenvolvido no ventre de Maria, mas ressuscitou com um Corpo Glorificado, o qual subiu ao céu, está sentado à destra do Pai, e por nós pecadores intercede.
Vamos fazer um breve comentário sobre as pessoas do Pai e do Filho, posteriormente vamos entrar na intimidade do Espírito Santo de Deus.
Pela verdade expressa na Palavra, cremos em Deus como Pai e Criador de tudo, inclusive de Jesus Cristo, como Filho (Salmos 2.7, Hebreus 1:5 e 5.5), e de tudo que existe.
No princípio, deu o Senhor origem a vida e sustentação a todas as coisas, no livro de Gênesis 1.26 disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Podemos observar claramente que o Senhor Deus não estava só, pois Ele falou no plural e disse a alguém: “Façamos...” Este é o primeiro sinal da existência do Senhor Jesus Cristo desde o princípio, o que fora confirmado na primeira carta de Paulo aos Coríntios 10.1-4, onde diz: Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem; e todos passaram pelo mar... e beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a Pedra era Cristo.
O próprio Senhor, no Evangelho de João 17.5 disse: E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
E na primeira Carta Universal do Apóstolo Pedro 1.18-20, a Palavra relata: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós.
Portanto amados, como está escrito, Jesus Cristo já estava com o Pai antes mesmo da fundação do mundo. O que dificulta o entendimento de muitos é a afirmativa do Senhor Jesus ao Pai, quando Ele disse:
Eu e o Pai somos um (João 10.30). É importante observar, que com essa declaração Ele não quis dizer absolutamente, que são a mesma pessoa, no que vem o entendimento no próprio livro de João, primeiramente no Capítulo 17.11 onde Jesus, em sua oração, intercedia ao Pai pelos seus apóstolos dizendo: Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.
Legitimado em João 17.20- 23, onde Cristo declarou: Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua Palavra; a fim de que todos sejam um; como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.
Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.
A Palavra fortalece o entendimento da razão pela qual Cristo disse Eu e o Pai somos um: São um, em uma só santidade, uma só glória, perfeitos em unidade. Jesus Cristo é a plenitude de Deus a quem pertence à glória e o poder. Para tanto Ele rogou ao Pai por aqueles que haviam de deixar aqui para dar continuidade pregação do Evangelho, dizendo: Pai, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Leiam João 17.18-26.
Deus é o Pai do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e disso não se tenha a menor dúvida, como consta a Palavra em inúmeras passagens do Novo Testamento.
Na Palavra vislumbramos o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, manifestados em época e forma diferente, conforme o tempo e a vontade Pai.
Considere que no Antigo testamento, apreciamos a atuação somente de Deus como Criador, o qual falava aos nossos pais pelos profetas (Hebreus 1.1), porem com a promessa da vinda do Messias (o Filho) para a salvação do homem, o qual encontrava-se morto na maldição do pecado.
O Novo Testamento manifestou o nascimento de Cristo e o seu Reino estabelecido entre nós, o qual sempre reverenciou a Deus como Pai e Supremo Dominador, porem, prometia o envio do Espírito Santo para não nos deixar órfão, e quando subiu ao céu, a promessa foi exercida (Atos 2) para nos consolar, até que Ele volte para arrebatar a sua igreja
Portanto o Pai e o Filho não são a mesma, ou um único Espírito, e o Espírito Santo é o Espírito do próprio Deus. Mas cada um conforme o tempo determinado por Deus, tanto que o próprio Senhor Jesus fora ungido pelo Espírito Santo de Deus (Atos 10.38) para cumprir a obra que fora designado. Então se o Pai ungiu o seu Filho com o seu Espírito Santo para fazer a sua obra, como poderão ser a mesma pessoa?
Outra sustentação que são seres espirituais individuais, porem sob o domínio do Senhor Deus, vem no Batismo de Jesus Cristo (Mateus 3.16, 17), onde foi manifestado o aspecto configurado da Santidade, ambos, individualmente.
Manifestou-se Jesus Cristo na forma de homem sendo batizado por João Batista, e ao sair da água, eis que os céus se abriram, e o Espírito Santo de Deus descendo como pomba e vindo sobre Ele, e uma voz dos céus dizendo: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Naquele momento Cristo fora ungido pelo Espírito Santo para exercer a maior obra já realizada na história da humanidade, porque Deus era com Ele.
Vamos comentar também sobre o Espírito Santo de Deus, o assunto é meticuloso, por isso, precisamos do devido cuidado para não incorrermos no pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, porque é pecado imperdoável.
E para compilar esta explanação recortamos alguns trechos do Estudo Bíblico o pecado imperdoável, o qual, descreve sobre o Espírito Santo de Deus, a sua obra, e como Ele opera em nós, quando nos propomos em servir a Deus e a guardar os seus mandamentos.
QUEM É O ESPÍRITO SANTO E QUAL A SUA OBRA?
O Espírito Santo é o nosso consolador (João 14.26), sem Ele seríamos vazios e não receberíamos a graça do Senhor Jesus. É Ele quem nos dá o discernimento e nos convence do pecado (João 16.8); Ele derrama o amor de Deus em nossos corações (Romanos 5.5); e produz o nascimento de uma nova criatura (João 3.1 a 7); Ele nos fortalece para andarmos no caminho da verdade (João 16.13). O Espírito Santo nos fortalece nas nossas fraquezas, porque não sabemos como havemos de pedir, mas Ele intercede por nós junto ao Pai, até com gemidos inexprimíveis (Romanos 8.26).
O Espírito Santo de Deus realiza um trabalho íntimo na alma humana, e todo desejo de santificação é nutrido por Ele. Cada impulso para o bem e para a verdade é implantado por Ele. Seu trabalho é indispensável à convicção, ao arrependimento e conversão para a salvação da vida eterna.
O PECADO IMPERDOÁVEL
No Evangelho de Mateus 12.31, 32 disse Jesus: Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.
Marcos 3.29, Jesus advertiu, dizendo: Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.
O Senhor Jesus declara que todo pecado e blasfêmia serão perdoados, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. E o que é blasfêmia contra o Espírito Santo?
O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO
Jesus, mediante o Espírito Santo, bate à porta do coração e pede entrada (Apocalipse 3.20). Alguém não abre a porta, deixa-O esperando do lado de fora, com isso estará entristecendo o Espírito Santo do Senhor (Efésios 4.30).
Talvez com medo de que Ele entre, esse alguém resiste, pois não deseja ter a sua companhia (Atos 7.51). A consciência e o coração se tornam endurecidos (Hebreus 3.15). Procura afastá-lo, e acaba extinguindo o Espírito Santo (I Tessalonicenses 5.19). Finalmente o Espírito Santo o abandona.
Que triste e terrível fim. Ele bateu em sua porta e você não abriu, deixou-O esperando do lado de fora, resistiu-O, entristeceu-O, endureceu a sua consciência e o seu coração, procurou extingui-lo. Está consumado o pecado imperdoável contra o Espírito Santo, a persistente rejeição contra os apelos do Espírito, e a desobediência se consumou. Portanto como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração (Hebreus 3.7, 8).
Muitos indagam a si mesmo, será que já blasfemei contra o Espírito Santo do Senhor? Mas é importante evidenciar, em que condições o Senhor Jesus declara a blasfêmia como pecado imperdoável?
Justamente por ocasião da acusação dos escribas e fariseus, os quais imputavam a Ele a expulsão dos espíritos malignos pelo poder de belzebu, príncipe das potestades do mal.
Os escribas e fariseus não criam em Jesus Cristo como o Messias vindo de Deus para salvar o homem do pecado, negavam as virtudes do Espírito Santo de Deus, pelo qual Jesus foi por Deus ungido, e fazia muitas curas, milagres e maravilhas (Atos 10.38).
A Palavra afirma que a desobediência e a constante rejeição contra os apelos do Espírito Santo também se constituem em pecado imperdoável.
Portanto amados, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração, porque amanhã poderá estar fora do tempo aceitável do Senhor.
Louvai ao Senhor!