segunda-feira, 1 de setembro de 2014

QUANDO OS FILHOS OBEDECEM OS PAIS .

Consta na bíblia um princípio que quando observado, muito agrada o coração do Criador: o princípio da obediência dos filhos aos pais, coisa que nos dias atuais não é tão comum identificarmos no seio de uma boa parte das famílias.
As figuras paternas e maternas já não são vistas como outrora, onde o respeito dos filhos para com seus pais era nitidamente notado por todos os que conviviam em uma casa; e também pelos de fora, que por diferentes motivos tinham alguma aproximação com os membros da família. 
É notório que o comportamento das famílias tem mudado radicalmente ao longo dos anos, mas também são visíveis, as graves consequências que as mesmas têm sofrido em decorrências de tais mudanças. O que antes era tido como certo, hoje passou a ser o errado, e vice-versa; a ignorância com relação à sabedoria divina aplicada à família é tão grande que, no final das contas, quem sofre mais são os seus próprios membros.
 Alguém já parou pra pensar como seria o mundo se tudo fosse diferente? Se os filhos vissem nos pais um referencial vindo de Deus e se submetessem às suas instruções e conselhos?
Há um texto bíblico que diz:  Filho meu, ouve o ensino do teu pai e não deixes a instrução de tua mãe. Porque serão diadema de graça para a tua cabeça e colares, para o teu pescoço (Provérbios 1.8, 9).
Inúmeros são os benefícios que um filho obediente e temente a Deus consegue alcançar nesta terra; e por causa de sua obediência, estes benefícios se estendem também a vários outros, contribuindo até mesmo para uma sociedade mais terna e justa.
Não foi por acaso que o apóstolo Paulo demonstrou seu cuidado e zelo para com a atitude dos filhos em relação aos pais, quando escreveu: Filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo  (Efésios 6.1).
Quando os filhos abraçam este princípio bíblico, tornam-se sábios e prudentes, pois na maioria das vezes, o caminho que começam a trilhar, seus pais já percorreram, e certamente têm muito a ensiná-los a respeito do que poderão encontrar na trajetória; a forma como lidar com as adversidades da vida ou até mesmo, como tentar evitar algumas delas.
Quando os filhos são submissos àqueles que Deus lhes deu como preceptores ou aios, fazem o que é justo diante de Deus e com isso, agradam o seu coração, pois a obediência aos pais reflete na vida dos filhos, a prática do que é justo, perante aquele que é a própria justiça. 
A bíblia também afirma que o mandamento da obediência aos pais foi o primeiro a ser estabelecido seguido de uma promessa: Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem, na terra que te dá o Senhor teu Deus(Deuteronômio 5.16).
Todas as vezes que um filho honra ao seu pai e à sua mãe e os obedecem, alcança o favor do Senhor, e seus dias são prolongados na terra. No mundo de hoje, não é pequeno o número de filhos que morrem em idade tenra e se vão muito antes dos pais, por não agirem sabiamente diante de Deus; se expondo a situações de risco, contrariando a vontade de seus pais e do Senhor.
Mas os filhos que cumprem este precioso mandamento do Altíssimo, demonstram que conhecem verdadeiramente o Pai, pois esta genuína submissão, só é possível quando nos tornamos filhos de Deus, gerados pela fé em Jesus Cristo, seu primogênito, o qual  foi obediente até a morte, e morte de cruz.... Eu vos escrevi filhos, porque conhecestes o Pai. I João 2: 13c.
Se observarmos a vida de Jesus, vamos perceber que a obediência dos filhos aos pais descrita na bíblia é aquela que independe da plena satisfação do filho no momento de cumprir as ordens que lhes foram dadas, ou seja, nem tudo o que seus pais lhes pedirem para fazer parecerá bom e agradável aos seus olhos, algumas vezes tal obediência irá requerer uma renuncia por parte dos filhos em relação a si mesmos, mas seu coração deverá estar totalmente disponível para agradar o coração dos pais.
Vemos isso claramente nas palavras do nosso mestre Jesus:  ... Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua  (Lucas 22.42).
E disse ainda: ... porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou (Leia João 5.30).
Mas há algo bem interessante que precisamos frisar com relação a este assunto: Considerando que nem todos os pais são tementes a Deus e que muitos são capazes de delegar responsabilidades absurdas aos filhos, e até contrárias à vontade de Deus, esta verdade inicialmente parece bastante complexa para alguns, especialmente da forma como está escrita em colossenses 3.20: Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Isto parece não se aplicar a todos os casos, mas a verdade é que a Palavra doutrinária não é direcionada ao ímpio, mas ao servo fiel que faz a vontade do Pai que está no Céu.
Ora, já de antemão sabemos que os textos da bíblia não podem ser analisados separadamente, além de estudarmos o contexto, precisamos saber que há versículos que complementam outros, o exemplo disso está em Efésios 6.1: Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
Isto quer dizer que enquanto a obediência aos pais não contraria a obediência para com Deus, os filhos deverão obedecê-los em tudo, independente dos pais serem cristãos ou não. Mas a partir do momento em que o ato de obedecer passa a entrar em conflito com os princípios de Deus e da sua Palavra, o melhor é manter a mesma postura de Pedro e dos apóstolos quando proibidos pelas autoridades de pregarem o evangelho de Jesus Cristo. Disseram eles:  ... mais importa obedecer a Deus do que aos homens  (Atos 5:29).
Portanto, sejamos sábios, e mantemo-nos em comunhão com o Pai; diante de cada situação, o Espírito Santo de Deus certamente nos dará a direção e a orientação exata para procedermos de acordo com a sua vontade.
Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade (I João 3.18).  

Amém.

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE A SALVAÇÃO PREDESTINADA?

Frequentemente temos apreciado alguns irmãos, e principalmente líderes de “igrejas” institucionais exaltando a suas religiões, dizendo: “Os predestinados a salvação certamente aqui se batizarão, porque esta é a igreja dos que hão de ser salvos”. Esse é o conceito da salvação predestinada. Mas porventura o Deus justo que servimos predestinou uns a salvação e outros a condenação eterna?
PREDESTINAR significa: Destinar antecipadamente (algo ou alguém) para certo fim ou condição.            
A doutrina da salvação predestinada veio primeiramente através do “pastor” francês João Calvino, jurista e teólogo, foi responsável pela sistematização doutrinária e pela expansão do protestantismo reformado, hoje essa doutrina herética contaminou muitas religiões.
Na concepção de Calvino, Deus preparou ao povo dois concertos, ou seja, os predestinados a salvação poderiam viver no pecado e mesmo assim seriam salvos. Quanto aos demais podem buscar o arrependimento e a conversão para salvação, que continuam condenados ao fogo eterno.
           
No ano de 1537, João Calvino, conceituado “pastor” por revolucionar a divulgação do Evangelho, fez um pronunciamento delirante, insensato, uma autêntica blasfêmia contra a Palavra de Deus, observem:
“Ora, a semente da Palavra de Deus só se enraíza e produz frutos nas pessoas que o Senhor, por sua eleição eterna, predestinou para serem filhos e herdeiros do Reino Celestial. Para todos os outros (que pelo mesmo conselho de Deus foram rejeitados antes da fundação do mundo) a clara e evidente pregação da verdade só pode ser um cheiro de morte para a morte.”
Esse tal “pastor” (não de ovelhas), como também os seguidores dessa doutrina herética, só podem ser cegos espirituais, pois confrontam o Evangelho, o qual consiste no infinito amor de Deus ao homem pelo sacrifício do seu Filho Cristo Jesus. Considere que no capítulo 3 do livro de João, Jesus assegura que a salvação virá pelo arrependimento, conversão, o nascer de novo, ser uma nova criatura lavada e remida no sangue do Cordeiro de Deus.  
E no mesmo capítulo do Evangelho de João (3.16-18), o Senhor Jesus, autor e consumador da fé, afirmou que o Pai estendeu a salvação para todo que nele crê.   Aprecie: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.             Porque Deus enviou o seu Filho, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nele, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado.
A mensagem da cruz é fiel e verdadeira e somente essa afirmativa do Mestre seria o suficiente para desacreditar a doutrina herética de Calvino, a qual predestina uns a salvação e outros a condenação, enodoando a Palavra do nosso Redentor. Vamos aprofundar um pouco mais para não deixar dúvida sobre o assunto.

A doutrina da predestinação é uma blasfêmia ao Evangelho de Cristo, como tivemos a oportunidade de conhecer que Cristo assegurou o direito à salvação para todo aquele que crê, o qual veio para livrar o homem da maldição do pecado, não por sangue de bode ou carneiro, mas pela aspersão do seu próprio sangue.
O homem natural estuda muito e nunca chega ao pleno conhecimento da verdade, porque a sabedoria espiritual só alcançaremos pela unção do Espírito Santo de Deus, o qual nos ensina todas as coisas (I João 2.27), e nesse ponto os eruditos tropeçam na Palavra e saem por aí pregando heresia porque o aprendizado espiritual vem do Alto e não o encontramos nos bancos acadêmicos.
Para os pregadores da salvação predestinada, a confusão originou-se na Carta aos Romanos 8.28-30, onde a está escrito: Sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus,que são chamados por seu decreto. 
Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conforme a imagem do seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
E aos que predestinou a estes também chamou, e os que chamou, a estes também justificou, e aos que justificou, a estes também glorificou. 
Entretanto, a predestinação é um propósito eterno de Deus e não na salvação ou perdição. Isso quer dizer que, quando colocamos a predestinação no âmbito da salvação, é gerada uma confusão, porque Deus não gerou uns predestinados a salvação e outros a perdição, mas para sermos conforme a imagem do Seu Filho (Rom. 8.30), e isto antes da fundação do mundo, ou seja, antes do pecado.
E o propósito da predestinação à salvação de Deus para o homem foi um projeto colocado antes do pecado, porque a pesar da presciência de Deus que o homem poderia cair, Ele se precipita em antecipar o futuro, e por isso não contava com o fracasso do homem no Éden, no que resultou em pecado.
Porque o pecado não estava incluído neste propósito eterno de Deus para homem. A predestinação de todos os homens era serem conforme a imagem do seu Filho a partir do primeiro homem, Adão, e não tinha como propósito que este primeiro homem pecasse. O propósito do coração de Deus era para que o homem tomasse da árvore da vida, e assim vivesse eternamente e entrasse no processo de crescimento à estatura completa e perfeita de Cristo.
Mas o homem tomou da árvore do conhecimento do bem e do mal que Deus havia proibido e pecou. Então o Senhor o amaldiçoou para que não vivesse eternamente no pecado, o que fez o Senhor Deus oferecer o seu próprio Filho em forma de homem carnal, e pela sua morte e ressurreição, oferecesse uma nova oportunidade para reconciliar o homem que estava morto na maldição do pecado com o seu Criador.
E por causa da desobediência o homem passou a nascer no pecado, e o pecado passou a fazer parte da natureza humana. E recordando a doutrina da salvação predestinada, perguntamos: Onde está a grande benignidade do Criador, formar todos como criaturas, ainda que pecaminosas e dar-lhes a oportunidade para remissão dos pecados e adotar como filhos os que O amam, ou gerar todos como filhos, depois acolher uns no seu Reino e despojar outros, sem lhes dar chance de salvação, ainda que a busquem?
Qual o sentido do IDE (Marcos 16.15, 16) e o que significa a morte de Cristo no madeiro, se as criaturas já nascessem seladas, umas para a salvação e outras para condenação? Se fosse assim, inútil teria sido o sacrifício do Senhor na Cruz.
Mas salvação é uma oferta para todo que nele crê, Ele mesmo afirmou: A vontade de vosso Pai é que nenhum destes pequeninos se perca (Mateus 18.14), o que está legitimamente ratificado em I Timóteo 2.4, onde a Palavra descreve que o Pai quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.   
Pois, quando reconciliamos com o Altíssimo entramos no projeto inicial da predestinação que Ele propôs antes da fundação do mundo, mas com a queda do homem, e sem Cristo não se cumpriria a predestinação, porque no pecado, o nosso único destino é o lago de fogo, que é a segunda morte. Mas em Cristo alcançaremos a glória da vida eterna através do sacrifício pela aspersão do seu próprio sangue.
Portanto, a salvação predestinada é para todos os que receberam o chamado e perseveraram na fé e no Evangelho de Cristo para herdar a vida eterna (I Coríntios 15.1,2). Porque Deus é longânimo para convosco, não quer que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se para herdar a vida eterna (II Pedro 3.9).
PODERÁ O CRENTE PERDER A SALVAÇÃO?

Outros irmãos afirmam: “O crente, uma vez salvo, será salvo para sempre, e nada o fará perder o direito a salvação”.
Mas o que diz a Palavra do Senhor, o crente, recebendo o selo da promessa poderá perder a coroa da vida eterna ou não? Vamos buscar na Palavra.
Na antiguidade, ocasião em que Moisés subiu ao Monte Sinai a falar com Deus e receber a pedra dos dez mandamentos, o qual se dedicou em santificação por quarenta dias. E, vendo o povo que Moisés tardara, fizeram para si deuses de ouro, o que foi abominável aos olhos de Deus. Então se dirigiu Moisés à presença do Senhor, e corajosamente intercedeu por Israel, dizendo a Deus:
Ora, este povo pecou grandemente, fazendo para si, deuses de ouro. Agora peço-te, perdoa o meu povo, se não risca o meu nome do teu livro da vida, que tens escrito.
Então respondeu o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, esse riscarei eu, do meu livro.
E na revelação apocalíptica a João, veio a confirmação pelo próprio Filho de Deus, dizendo: Ao que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai (Apoc. 3.5).
E Jesus disse mais: Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa (Apocalipse 3.11).
Observe que primeiramente o Senhor Deus afirmou categoricamente a Moisés que se alguém pecar contra Ele, certamente terá o nome riscado do livro da vida. Depois Jesus ratificou alertando ao que vencer, não terá o nome riscado do livro. Exortou também a perseverarmos na fé e na graça para que não venhamos à perder a coroa.
Portanto meu amado irmão, a doutrina da salvação predestinada, como outras afirmações vagas dizendo que uma vez salvo não perderá mais a salvação, é surreal, porque não há embasamento bíblico. Isso, não passa de mais uma armadilha astuciosa de satanás, pois o Senhor Deus declarou abertamente que, os que pecarem, Ele riscará do seu livro da vida.
E na carta aos Hebreus 6.4-6, a palavra certifica que, aos que uma vez iluminados e se fizeram participantes do Espírito, e provaram o dom celestial e recaíram, para esses, é impossível que sejam outra vez renovados para arrependimento, pois de novo crucificaram o Filho de Deus e o expuseram ao vitupério.
Isso significa que, aos que receberam o selo da promessa e se desviaram da verdade, seguramente saíram do plano de Deus para salvação, e não herdarão o seu Reino.
Ratificado no livro de Mateus 24.11-13, onde o Senhor advertiu: No fim dos tempos surgirão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos se esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.  E em Apocalipse 2.10, Jesus disse: Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
O Senhor alerta sobre a perseverança na fé, fidelidade e o indispensável compromisso  do servo de Deus, até o fim, para herdar a vida eterna.   

Em João 1.11, 12, a Palavra narra que, Jesus veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.
Portanto amados, na vinda de Cristo, serão coroados somente os que O receberam como seu único se suficiente Salvador, porque em nenhum outro há salvação.
E para concluir este tópico vamos meditar no Evangelho de Lucas 10.17-20, ocasião em que os setenta discípulos retornaram para o Senhor, jubilosos, porque até os demônios se sujeitavam a eles, pelo nome do Senhor Jesus. Porem, o Mestre lhes exortou lembrando-os que não deveriam alegrar-se da unção pela qual foram revestidos para fazer a obra, mas indispensável é, alegrar-se pelos nomes estarem escritos no livro da vida.
Observe que no Evangelho de João 6.60-69, a Palavra conta que, após uma alocução extraordinária do Senhor Jesus, muitos dos seus discípulos, ouvindo, não puderam suportar, por não discernirem a Palavra do Mestre, desde então, muitos tornaram para trás, e já não andavam mais com Ele.
Então Jesus disse aos doze: Quereis vós me abandonar também? Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro:Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.
A Palavra relata que muitos dos discípulos do Senhor Jesus, os quais já estavam com seus nomes selados no livro da vida, O abandonaram por não conhecerem os desígnios do seu Senhor, porem, os outros permaneceram na presença do Senhor, porque em nenhum outro há salvação.
EM QUE IGREJA ENCONTRAREMOS A SALVAÇÃO?
Com a evolução dos credos religiosos, uma infinidade de religiões e seitas tem se despontado ao longo do tempo. Algumas com aparência de piedade, porem, carregadas de heresias, sobrepujando a verdade e se auto-elegendo a igreja escolhida de Cristo, como se o Espírito Santo de Deus fosse exclusividade para suas crenças, porque anunciam a salvação somente para os seus membros. Desdenham os demais seguidores de Cristo e afirmam que os salvos serão chamados por Deus a se batizarem em suas “igrejas” e a aderirem a doutrina de suas congregações, e ali sim, alcançarão a salvação. 
Meu amado irmão, você que traz consigo a concepção que somente os membros da sua congregação serão salvos, gostaríamos que respondesse com o coração: Você crê mesmo que o Senhor Jesus teria a insensatez de transferir o seu poder de REDENÇÃO, o qual, Ele triunfou na cruz pela aspersão do seu próprio sangue, para o fundador da sua igreja?
E os que morreram em Cristo antes da fundação da sua religião, não serão salvos? Se a salvação virá pelo batismo da sua igreja, conclui-se que Cristo morreu em vão. Por isso irmãos, recomendamos muito cuidado, porque essa afirmativa é muito perigosa e traz consequências desastrosas.   
E quem assim ajuíza, estará blasfemando contra Deus, porque quando se anuncia que a salvação virá pelo batismo desta ou daquela “igreja”, estará anulando o sacrifício do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário, e reconstruindo o muro por Ele derrubado.
Louvai ao Senhor!

PRECISAMOS JEJUAR NO TEMPO DA GRAÇA?

Não é difícil para muitos cristãos compreenderem que o relacionamento entre Deus e o homem são baseados em duas alianças, pois a própria bíblia apresenta-se dividida em duas partes: o antigo e o novo testamento. Contudo, poucos conseguem fazer separação entre a conduta que deveriam ter os servos de Deus mediante o tempo da lei e a conduta destes mediante o tempo da graça.
Tomemos como exemplo a prática do Jejum. Sabemos que a primeira aliança consiste em comidas, e bebidas, e várias abluções, umas ordenanças da carne, impostas até ao tempo da correção(Hebreus 9.10). Sendo assim, a Palavras em Zacarias 8.9, diz: Assim diz o Senhor dos exércitos: O jejum do quarto mês, bem como o do quinto, o do sétimo, e do décimo mês se tornarão para a casa de Judá em regozijo, alegria, e festas alegres; amai, pois, a verdade e a paz.
Percebemos que haviam dias estabelecidos por Deus para que se praticasse o jejum. O próprio Moisés passou quarenta dias e quarenta noites jejuando no Monte Sinai para trazer aos judeus a pedra dos Dez Mandamentos, escritos pelos dedos do Pai Altíssimo, conforme descreve o texto abaixo:
Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras do pacto, os dez mandamentos (Êxodo 34.28).
Assim também, Jesus, vivendo sob a lei e com a missão de cumpri-la, passou quarenta dias e quarenta noites jejuando, santificando-se no deserto (Mateus 4.2), não mais para trazer tábuas de pedra aos servos de Deus, mas para que se cumprisse a promessa do novo pacto que seria estabelecido por Deus através de seu Filho, Jesus Cristo. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo (Jeremias 31.33).
A Velha Aliança era uma alegoria para o tempo presente, (Hebreus 9.9). Quando o autor de hebreus explica a função dos sumos sacerdotes da velha aliança, afirma: Os quais servem àquilo que é figura e sombra das coisas celestiais...  (Hebreus 8.5), porque lei era sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas (Hebreus 10.1).
E o mais interessante, é que, sendo o jejum uma das ordenanças do antigo pacto, mesmo em plena vigência da lei, a maioria dos que o praticavam, não conseguiam, com esse ritual, agradar o coração de Deus, pois não havia amor em seus corações, Deus não ocupava o primeiro lugar em suas vidas, e o amor ao próximo estava esquecido. Por isso o próprio Deus os advertiu dizendo:
Seria este o jejum que escolhi? que o homem um dia aflija a sua alma incline a sua cabeça como junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao SENHOR? Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade desfaça as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres e desabrigados, e se, vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? (Isaías 58:5-7).
É notório que Deus não vê como vê o homem, que se preocupa só com o que é aparente, mas Deus olha para o desígnio do coração, isto sim, é o que vai determinar nossa aceitação ou reprovação por parte do Senhor.
Mas analisemos um episódio citado no Novo Testamento onde o jejum é mencionado: E, repreendeu Jesus o demônio, que saiu dele, e desde aquela hora o menino sarou. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? E Jesus lhes disse: Por causa da pequenez da vossa fé.
Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível [Mas esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum] (Mateus 17: 18-21).
Observe que o versículo 21 está entre colchetes. E é interessante notarmos que imediatamente após a pergunta dos discípulos sobre o porquê não conseguiram expulsar o demônio, o Senhor já havia lhes dado a resposta dizendo: Por causa da pequenez da vossa fé. Sendo assim, por que então, a frase entre colchetes?
 A própria Sociedade Bíblica do Brasil explica o motivo de algumas passagens do Novo Testamento aparecerem entre colchetes, afirmando que essas passagens não se encontram no texto grego adotado pela Comissão Revisora, mas que haviam sido incluídas por João Ferreira de Almeida e seus colaboradores com base nos textos que eles tinham.
Se estudarmos os manuscritos originais disponíveis no site www.codexsinaiticus.org veremos claramente que o versículo 21 não está contido nos mesmos, ou seja, Jesus nunca teria afirmado que para se expulsar demônios, é necessário jejum e oração, e se porventura, o Senhor tivesse mesmo dado alguma virtude e poder ao jejum, a Palavra do Mestre seria contraditória, pois, estaria dando aos discípulos dupla respostas distintas a um mesmo questionamento.
Analisemos agora outro texto do novo testamento que menciona a prática do jejum, e observemos a resposta do Senhor aos discípulos de João quando lhe perguntaram por que os seus discípulos não jejuavam:
E disse-lhes Jesus: Podem, porventura, andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.
Ninguém deita remendo de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam (Mateus 9.15-17).
A frase: “Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo” citada pelo Mestre, refere-se aos dias vivenciados pelos apóstolos entre a sua crucificação e a descida do Espírito Santo, pois, nesse período os seus apóstolos permaneceram em jejum e constantes orações.
Mas depois da sua ressurreição, foi-nos enviado o seu Espírito Santo conforme a promessa de Cristo:Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar-se de tudo quanto vos tenho dito. (João 14: 26). E ainda em Mateus 28.20: ... eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.
Irmãos, se o Senhor está conosco através do Espírito Santo, o jejuar é colocar remendo novo em pano velho, pois o poder vem do Espírito Santo e não do jejum. Mas vós recebereis as virtudes do Espírito Santo que há de vir sobre vós (Atos 1.8).
Lembremos que o Cristo Ressurreto ordenou aos seus discípulos que expulsassem os demônios em seu Nome e não com jejuns: E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas... (Marcos 16.17).
Sabemos que a prática do jejum exige muito sacrifício ao nosso corpo físico, mas o Senhor disse que sacrifícios não lhe agradaram, por isso Ele requer obediência e não sacrifício (Marcos 12.33).
É bem verdade que no Novo Testamento há algumas referências citando o jejum, porém, não mais como ordenança, porque o jejum mencionado pelos apóstolos não se tratava de rituais, mas jejum como sinônimo de fome, porque muitas vezes eram açoitados, presos, passavam fome e frio, eram flagelados.
No tempo da graça, nenhum ritual se faz necessário para promover a santificação dos filhos de Deus. O que nos fortalece é a própria vida de Cristo em nós. Por isso a Palavra nos assegura que a nossa luta não é contra a carne e nem o sangue, ou seja, não é contra algo palpável, mas contra os príncipes das trevas deste século e as hostes (exércitos) das potestades do mal.
Mas, se estivermos fortalecidos no Senhor e revestidos da armadura de Deus, vivendo de fé em fé, então a autoridade espiritual do Senhor nos será suficiente para que não sejamos atingidos pelos dardos inflamáveis do inimigo, para combater as forças espirituais da maldade. (Efésios 6.10-18).
E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo na cruz. (Colossenses 2.15).
PARA REFLEXÃO:
Disse Jesus: Não me escolhestes vós a mim, mas eu escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, Ele vos conceda (João 15.16).  
 Louvai ao Senhor

terça-feira, 15 de julho de 2014

PERMANECENDO NA DOUTRINA DE CRISTO .

É fundamental que permaneçamos na doutrina de Cristo, contudo, não devemos esquecer que a carne é vulnerável e está sujeita a qualquer vento de doutrina, pois se alimenta daquilo que lhe oferece uma sensação de bem estar, ainda que fugaz.
E o evangelho que hoje é pregado na maioria dos púlpitos não tem outro objetivo a não ser gerar um sentimento de que está tudo bem com a alma das pessoas, ou pelo menos criar uma falsa expectativa de que tudo está prestes a melhorar.
Ouvimos constantemente frases como estas: “O melhor de Deus ainda está por vir”; “ Hoje você não vai sair daqui da mesma forma que entrou”,... “ Hoje é o dia da sua benção”..., “Deus te chamou para ser cabeça e não cauda”..., “A vitória é sua meu irmão”..., “As pessoas vão olhar pra você e vão dizer: eis aí um vitorioso, um vencedor..., etc...
Tais afirmações são dignas de aplausos e gritos por parte da multidão que por não conhecer as escrituras, deixa-se levar pelas emoções e entusiasmos repentinos.
Imaginemos Jesus subindo em um púlpito destes e pronunciando as seguintes palavras: “Aquele que quiser salvar a sua vida, terá de perdê-la...”, “... O meu reino não é deste mundo...”, “... Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus...” “... Vende tudo quanto tem e dá aos pobres e terás um tesouro no céu...”, “... Tome a sua cruz e siga-me...”, “... Entrai pela porta estreita...”, “... O mundo vos odeia como também odiou a mim...”“ Não ajunteis para vós tesouros na terra... ”etc...
De que forma responderia a multidão a este tipo de mensagem? Com aplausos? Gritos?
Certamente que não, a mensagem do verdadeiro evangelho não leva a pulos e êxtase, mas a um estado de contrição, arrependimento, confissão dos pecados e salvação do pecador, que geralmente não consegue perceber que não passa de um pobre, cego e nu, e que carece desesperadamente da graça de Jesus Cristo.
Quando o apóstolo Pedro terminou de pregar para três mil pessoas, a bíblia relata o seguinte: “ E ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos? E disse-lhe Pedro: arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”. Atos 2: 37,38.
A mensagem do reino não mudou; o que mudou foi o entendimento a respeito de quem é o dono do reino.
“Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho.” II João 1:9.
Deus os abençoe.