terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PEDI,E DAR-SE VOS-A,

Disse Jesus a multidão e aos seus discípulos: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á (Lucas 11.9-13).

E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente?

Pois, se vós homens, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lhes pedirem.

Para melhor discernimento, precisamos meditar na profundidade da Palavra do Senhor Jesus, quando disse: Pedi, e dar-se-vos-á; porque essa ordenança está sendo utilizada de maneira perniciosa por muitos pregadores, os quais extraem do sacrifício de Jesus, a sustentação das suas mordomias. 

É evidente que o Senhor não está aprovando pedido para bens materiais, pois na seqüência do discurso, Jesus faz uma metáfora sobre o homem ímpio que sabe dar boas coisas aos seus filhos, comparando a grandeza do Pai Celestial, em sua infinita bondade e misericórdia, o qual dará muito mais do seu Espírito Santo àqueles que lhes pedirem. 

Mas às vezes, temos a sensação que as nossas orações não são ouvidas, não há resposta, as mudanças não ocorrem, Deus tudo ouve, mas qual o motivo do silêncio que aperta o coração, há algo errado? 

O momento é de reflexão, para que estejamos atentos a não tornarmo-nos mais um discípulo manipulado pelos lobos em pele de ovelha, os quais, através da pregação da teologia da prosperidade induzem seus seguidores a não pedir pouco a Deus, exemplificam que não se deve pedir uma casinha simples ou um carrinho velho, mas deve-se pedir logo uma mansão, um carro novo, emprego para ganhar altos salários, e ainda dizem que Deus é dono do outro e da prata e quer o melhor para os seus filhos. 

Mas esse deus da teologia da prosperidade, é o deus mamon (Mateus 6.24), porque instruem seus seguidores a trilhar pela vereda da avareza, ensinando-os o caminho do pecado e da morte, confrontando a Palavra, que nos aperfeiçoa a andar na simplicidade e humildade, como Jesus andou. Ele não tinha lugar para reclinar a cabeça, mas você tem.

Os pregadores contemporâneos querem mais é mordomia, riqueza, status, boa vida, altos rendimentos, enquanto que o legado dos homens santos de Deus, era fome, açoites, prisões, muitos, degolados por amor ao Santo Nome do Senhor.

Considere que a Palavra exorta para que não sejamos influenciados pelo espírito da avareza, e recomenda: Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes Romanos 12.16. 

E em I Timóteo 6.7,8, a palavra nos faz recordar que nada trouxemos para este mundo e nada podemos dele levar e tendo porem, sustento e com o que nos cobrirmos, estejamos com isso contente. 

Portanto, se pedir alguma coisa para o deleite desta vida, certamente, de Deus nada receberá, porque a amizade do mundo é inimizade para Deus (Tiago 4.3, 4), mas Ele conhece as nossas necessidades antes mesmo de abrirmos a boca, por isso Jesus recomenda a buscar primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça, e as demais coisas serão acrescentada.

Para tanto, João, 16.15, disse Jesus: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.

Por isso sempre recomendamos aos irmãos a não pedir e nem aceitar nada de ninguém, a não ser oração dos homens santos de Deus, porque o servo só pode pedir ao seu Senhor a necessidade indispensável, aquilo que está fora do seu alcance, desde que não seja nada material para satisfazer os prazeres da carne, mas buscar no Senhor o que pode santificar para o crescimento espiritual.

João 16.24, disse Jesus: Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra. E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis (Mateus 21.22). 

Peça porem, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte (Tiago 1.6).

A Palavra de Lucas 18.35-46, narra que aproximando Jesus de Jericó, uma grande multidão o seguia, e estava ali um cego assentado junto do caminho, mendigando. E, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo, e disseram-lhe que Jesus, o Nazareno, passava.

Então, clamou, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! E os que iam passando repreendiam-no para que se calasse; mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!

Então, Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja. E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou. E logo viu e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isso, dava louvores a Deus.

Jesus passando por aquele deficiente, porventura não sabia Ele que aquele homem precisava de cura? Sim, com certeza. Mas porque Jesus não o curou prontamente? Não o curou, porque ele não havia pedido, mas quando pediu, crendo em Cristo como seu único e suficiente Salvador, recebeu a benção imediatamente, porque o seu clamor era a expressão da sua fé verdadeira. 

Mas alguém poderá alegar: Mas o homem era cego! Sim era cego dos olhos da carne, mas tinha olhos espirituais para aperceber que estava diante do Filho de Deus e tinha fé suficiente para ser curado. É bom lembrar, que a Palavra alerta, que não devemos impor as mãos precipitadamente sobre as pessoas. Pode ser que não queiram aquilo que você tem para lhes oferecer. Por isso, Jesus espera pedirmos, como aquele homem, sem duvidar e com o coração transbordando em fé. 

Observe o poder da fé, quando aquele homem apercebeu que estava próximo de Jesus, e sentindo-O se afastar, começou a gritar desesperadamente pedindo a misericórdia de Jesus para que o libertasse. E, ao aproximou-se, o Mestre o perguntou: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja. E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou.

E pela sua fé, Jesus o curou, não somente a sua carne, mas principalmente o seu espírito, oferecendo-lhe a salvação para a vida eterna. E você, o que quer que Jesus te faça? É exatamente isso que precisamos buscar em Cristo, a libertação dos males que afligem a carne, mas principalmente, a salvação para a vida eterna. Porque se esperamos em Cristo só para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (I Coríntios 15.19). 

Lucas 8.43-48, descreve que uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada. E chegando ela por detrás de Jesus, tocou na orla da sua veste, e logo estancou o fluxo do seu sangue. 

E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude.

Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante Ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado e como logo sarara. E Ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.

Considerem quantos da multidão apertavam e oprimiam a Jesus sem receber nenhuma dádiva. Contemple a FÉ daquela mulher, no meio da multidão alvoroçada ela conseguiu apenas tocar nas vestes de Cristo e foi curada no ato, através da sua FÉ. 

Jesus sentiu sair dele virtude e perguntava quem havia O tocado, mas com muita FÉ. E os seus Apóstolos lhes disseram: Mestre a multidão te aperta e te oprime, e dizes tu quem é que te tocou? Não compreendiam a reação do Mestre referindo-se a imensurável FÉ daquela mulher. 

Porque o seu pedido não foi com os lábios, mas com o coração, e pela sua fé, alcançou a libertação da sua enfermidade, e as virtudes dos séculos vindouros, pela infinita misericórdia do nosso Redentor. 

Portanto, não seja você só mais um na multidão, apertando e oprimem a Jesus sem nada receber, mas seja revestido de FÉ, e creia verdadeiramente que a sua FÉ irá tocar não somente nas vestes, mas no coração de Jesus, e Ele vai lhe abençoar na mesma proporção que abençoou aquela mulher, a qual alem de receber o milagre da cura, foi também agraciada com a sua paz nesta vida, foi agraciada com a oferta da vida eterna para os dias vindouros. 

João 15.7, disse Jesus: Se vós estiverdes em mim, e as minhas Palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.

E ainda em João 14.13-14, o Senhor afirmou: Tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. No que está autenticado em João 16.23, onde Jesus disse: Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, Ele vo-lo há de dar.

E quando colocarmo-nos na presença Pai para orarmos, devemos pedir em nome do seu Filho, Cristo, nosso Senhor e Salvador, para que a nossa oração chegue diante do Trono de Glórias de Deus, e as nossas petições sejam deferidas, Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (I Timóteo 2.5). 

I João 5.14, 15, descreve: Esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. 

Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos, atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males (I Pedro 3.12). 

E não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graça (Filipenses 4.6).

Louvai ao Senhor!

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

E EU TE DAREI AS CHAVES DO REINO DOS CÉUS...

Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.  Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? (Mateus 16.13-19).
E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Vamos refletir neste último versículo, porque dele virá a revelação o porquê o Senhor ordenou o “Ide” por todo o mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura. E  os  que crerem e forem batizados serão salvos,mas quem não crer será condenado (Marcos 16.15, 16).
Crer em que ou em quem para alcançar a salvação?  Porventura estaria o Senhor referindo-se ao batismo das águas? Certamente não, o Senhor fez uma alusão a crer na sua Palavra, o Evangelho da salvação (Romanos 1.18 e I Coríntios 15. 1, 2), porque quando o recebemos no coração através do arrependimento recebemos também o Batismo do Espírito Santo no ato da conversão, ou seja, o selo da promessa para salvação, porque o Senhor vinculou o crer e a salvação com o batismo do Espírito Santo, isto é, abrir a porta do Céu aos pecadores, através da pregação do Evangelho.  
O Senhor também disse a  Pedro que ele era pedra (ou rocha) e sobre aquela pedra edificaria a sua igreja, e as portas do inferno jamais prevaleceria sobre ela. Isso também foi cumprido no dia de Pentecostes quando o Espírito Santo do Senhor desceu sobre os seus apóstolos como um vento veemente, e os encheu de poder e virtudes para exercerem a obra do ministério, e Pedro levantando primeiramente anunciou o Reino de Deus, e naquele dia agregaram-se a igreja quase três mil almas.
Considere que a igreja de Cristo foi edificada primeiramente sobre Pedro, depois sobre os demais apóstolos, e hoje a igreja de Cristo está edificada sobre todos que anunciam as boas novas do Senhor, vejamos:
Romanos 10.8-18, descreve: A Palavra está junto de ti na tua boca e no teu coração, e se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e com o teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos serás salvo, e os que nele crer não será confundido, e todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Mas como invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas! De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.
Mas digo: Porventura, não ouviram? Sim, por certo, pois por toda a terra saiu a voz deles, e as suas Palavras até aos confins do mundo.
Disse Jesus: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo. (Apocalipse 3.20).
E de que forma o Senhor bate a sua porta? Exatamente quando anunciamos o seu Evangelho, e abrindo o seu coração o Senhor entrará através do seu Espírito Santo, e você vai cear do seu Alimento Espiritual, porque todo  que O recebe entrará e sairá e achará pastagem, porque Cristo é o bom Pastor e dá a sua vida pelas suas ovelhas. Ele as conhece e ouve a sua voz, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos, porque as portas do Céu foram-lhe abertas, e a porta que o Senhor abre ninguém jamais a fechará  (Leia João 10).
E o Senhor exorta dizendo: Não escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda (João 15.16).
Portanto amados, somos nós os servos de Cristo responsáveis para anunciar a sua paz e as boas novas, e a alma que é alcançada pela graça, havendo arrependimento, conversão, o nascer de novo, a transformação de vida  em uma nova criatura lavada e remida no sangue do Cordeiro de Deus, recebe o batismo do Espírito Santo, e as portas do Céu se abrem para acolher os que creram no Evangelho e no Santo e Poderoso nome do Senhor, e terão os seus nomes registrados no livro da vida, porque de forma alguma o Senhor lança fora aqueles a quem o Pai lhes  enviou. E os anjos do Céu se alegram mais por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.
Em Mateus 18.18-20, disse Jesus:  Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.
E onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
Louvai ao Senhor

sábado, 18 de janeiro de 2014

E QUANDO A CASA FICA PEQUENA PARA ACOLHER OS IRMÃOS?

Sabemos que muitos ficam assustados, outros fascinados ao conhecer a diferença de ensinamento bíblico, entre os que amam a Deus verdadeiramente em Espírito e em Verdade, e a doutrina que permeia nas instituições religiosas denominacionais que o homem chama de “igreja”, pois os eruditos que fazem a mídia dentre os evangélicos criaram um mito que para servir a Deus e por Ele ser abençoado, se faz necessário se membrar a uma instituição religiosa e dar dinheiro para manter despesas da instituição e a mordomia dos líderes.
Para tanto, temos recebidos inúmeras questões a esse respeito, e as principais preocupações são: E quando ajuntarem-se um grande número de pessoas, como faremos para acomodar todos os servos numa casa?  
Outro questionamento é: como manter a obra sem dizimo e oferta?  Vamos responder segundo a Palavra do Senhor:
Lembre-se, primeiramente no dia de Pentecostes, agregaram-se ao Evangelho de Cristo quase três mil almas (Atos 2.41), e onde os Apóstolos congregavam com aqueles irmãos, se não  nas casas? Observe que, os Apóstolos pregavam também no templo e nas sinagogas com objetivo de libertar os judeus que persistiam em continuar cumprindo a lei de Moisés, porém, sem qualquer vínculo com essas entidades.
E a Palavra de Deus no livro de Atos 7.48, diz: O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens. O que fora ratificado no livro de Atos 17.24: O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens.
E os pregadores tratam o local onde se reúnem de “a casa do Senhor”, vinculando santidade e reverências à estrutura material, mas diante da Palavra isso é um equívoco, porque nós somos o templo do Espírito Santo de Deus: Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (I Coríntios 3.16).
 I Coríntios 6.19 diz: Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
            VELHA ALIANÇA: TEMPLO, SACERDOTES E SACRIFÍCIOS
O antigo Judaísmo estava centrado em três elementos: O templo, o sacerdócio e o sacrifício. porem, Cristo ao render o seu Espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela sua graça, encerrando-se ali toda ordenança da lei de Moisés.
E Jesus anulou esses três elementos, cumprindo-os em si mesmo. Hoje Ele é o Templo que incorpora uma nova e viva casa, não feita por mãos humanas, mas pelo seu próprio sangue. Ele é o Sumo Sacerdote Eterno e o Sacrifício perfeito e definitivo, por um Novo Mandamento escrito com o seu próprio sangue (João 13.34).
Hoje, no tempo da graça, não existe mais a figura do sacerdote levita para interceder ao Altíssimo pelos pecados do povo, mas todos que receberam a Jesus como seu Único e suficiente Salvador, dobrará o joelho diante do Pai e será ouvido, em Nome do seu amado Filho.
Portanto, meditamos na Palavra do Novo Testamento encontramos inúmeras referências que os Apóstolos se reunião nas casas, veja:
Atos 12.12:  E, considerando ele nisso, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.
 Romanos 16.5:  Saudai também a igreja que está em sua casa.  
Colossenses 4.15:  Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia, e a Ninfa, e à igreja que está em sua casa.
Filemon 1.2:  E à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa:
Atos 28.30, 31:   Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara e recebia todos quantos vinham vê-lo, pregando o Reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.
Jesus sintetizou a sua igreja em uma única frase dizendo: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles (Mateus 18.20).
Portanto amado em Cristo, não há dúvida, a forma de congregar é nas casas dos irmãos, porque cada um de nós que recebemos a oferta da salvação, não podemos enterrar o talento, mas espalhar a graça (salvação) recebida.
            RECOMENDAÇÕES QUE PRECISAM SER OBSERVADAS
A primeira é se conscientizar que assim como as ovelhas são de Cristo, a obra que fazemos também é para honra e glória do seu Nome. Portanto, devemos seguir firmemente nesse princípio, pregando nas casas ou onde quer que estejamos, mas com o passar do tempo a obra vai crescer em unidade e a sua residência ficará pequena para reunir com todos os irmãos, mas isso não é problema, é a germinação das sementes espalhadas, as quais produzirão frutos para salvação de muitas almas, para honra e glória do Pai.
Diante dessa situação, vem em mente o desejo de alugar um prédio para acomodar os irmãos que somam conosco, mas o ensinamento bíblico não é esse, por isso precisamos preparar aos irmãos que congregam conosco a guardarem os mandamentos, e ensiná-los a fazer a obra para pescar almas para o Reino de Cristo.
Mas a medida que os irmãos crescerem na fé,  sabedoria espiritual e estiverem preparados para realizar a obra de evangelização, então assumirão suas funções dentro do ministério e irão pregar o Evangelho em outros locais ou seja nas suas próprias casas e nas casas de outros irmãos que dispuserem o ambiente, preparando novos obreiros, porque essa é a recomendação do Senhor: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28.19).
Porque o compromisso para fazer a obra de Deus anunciando o Evangelho e a salvação aos que andam em trevas, não é exclusividade apenas para o líder da comunidade evangélica ou de um grupo de missionários treinados especialmente para fazer a evangelização, mas todos que recebem o talento, ou seja, a graça da salvação, devem pregar a Palavra, isto é, tem o dever e o compromisso de anunciar o Evangelho para fazer a obra de Cristo, ao contrário estará enterrando o talento que deverá ser multiplicado.
Outro detalhe, em nome do sangue e do sacrifício do Senhor Jesus, não podemos aceitar um centavo sequer, nenhuma recompensa alguma em razão do Evangelho, pois a obra não é nossa, mas do Senhor, e cada centavo que alguém recebe em nome do sangue e do sacrifício Cristo não tenha dúvida que dará conta disso no grande e terrível Dia do Senhor.
Mas se o pregador ou algum dentre os irmãos tiver necessidade poderá receber somente o essencial para o seu sustento diário, ou seja, alimento, pouso, eventualmente um calçado,  roupa, medicamento, mas dinheiro em nome do sangue e do sacrifício do Senhor, jamais poderão receber, porque o galardão daqueles que servem a Deus não está nas coisas deste mundo, mas nos dias vindouros.
Apesar de reconhecer o direito, Paulo exemplificou que não tirava proveito disso, para não por impedimento na obra de Cristo.
E de forma alguma podemos seguir o exemplo dos pregadores que não tem compromisso com Deus, os quais usam o sacrifico do Senhor para tomar dinheiro dos irmãos, anulando assim o sacrifício de Cristo o qual já pagou o mais alto preço pela nossa salvação, pela aspersão do seu próprio sangue.
Sendo assim, não é recomendável alugar e nem construir nenhuma edificação material para reunirem-se, porque virão despesas, haverá necessidade de coleta, e acabará como as demais instituições religiosas.
É conveniente lembrar que a coleta recomendada por Paulo não era dinheiro para a instituição, mas as coisas indispensáveis no cotidiano para suprir as necessidades dos mais pobres dentre os irmãos.

Louvai ao Senhor! 

QUEM É COMO O NOSSO DEUS?

Quem é como o Senhor, nosso Deus, que habita nas alturas; que do pó levanta o pequeno e, do monturo, ergue o necessitado, para o fazer assentar com os príncipes do seu povo. Que  faz com que a mulher estéril habite em família e seja alegre mãe de filhos?  (Salmos 113. 5-9)
A palavra relata que o amor de Deus ao homem excede a todo entendimento humano, porque o seu amor é extraordinário, inexplicável, e insondáveis são as suas riquezas. Deus em sua plenitude, do pó, isto é, das partes mais baixas da terra, levanta o caído, e do monturo, ergue o necessitado. À propósito você conhece o significado da palavra monturo?
MONTURO: Porção de lixo, lugar onde se deposita lixo; montão de coisas repugnantes, asquerosas, lixeira.
Deus Pai e Senhor de todas as coisas, que, pela sua Palavra criou o Céu, a terra e tudo que nela há, verdadeiramente não faz acepção de pessoa. Para Ele, não importa a cultura do homem, a sua raça ou condições financeiras. Para que Ele lhe estenda a mão e o faça assentar entre os seus príncipes do seu povo, basta apenas uma condição: Ouvir a sua voz e guardar os seus mandamentos.
Porque a Palavra na carta aos Hebreus 3.7, 8, narra: Como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração.
Quem é como o nosso Deus, que privilegiou o homem para viver eternamente num Paraíso, e mesmo depois de o ter perdido pela prática do pecado, o Senhor não o abandonou, antes o amou e por isso, entregou o seu único Filho a morrer em sacrifício vivo pelos nossos pecados, e O ressuscitou para a nossa Salvação.
Quem pois, no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos dos poderosos? Não há outro  semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus e, com a sua alteza, sobre as mais altas nuvens!
A quem, pois, fareis semelhante a Deus ou com que o comparareis? Porque um trono se firmará em benignidade, e sobre ele no tabernáculo de Davi se assentará em verdade um que julgue, e busque o juízo, e se apresse a fazer justiça. Ninguém há semelhante a ti, ó Senhor; tu és grande, e grande é o teu nome em força e misericórdia.
Quem é como o Senhor nosso Deus que olhando Ele desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum justo que tivesse entendimento e buscasse a Deus, mas desviaram-se todos e se fizeram imundos; não há justo que faça o bem, não há um sequer (Salmos 14.3,3).
Mas estando nós ainda fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios, porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Entretanto Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. (Romanos 5.6-8).
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. O qual enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (João 3.16, 17).  
E na carta aos Efésios 2.4-7, a palavra mostra que Deus é bom, é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
Mas Deus é o juiz; a um abate e a outro exalta, porque Ele levanta da opressão o necessitado, para um alto retiro, e multiplica as famílias como rebanhos para pôr os abatidos num lugar alto; e para que os enlutados se exaltem na salvação.
Ao necessitado livra da espada da sua boca, e da mão do forte. Assim, há esperança para o pobre; porque Ele depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes;  encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos. Porque não deixa viver ao ímpio e faz justiça aos aflitos, porque Ele mesmo afirmou: Invoca-me no dia da sua angústia, eu te livrarei, e tu me glorificarás.
Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam? Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo; o qual está à destra de Deus, tendo subido ao Céu, havendo lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências. 
Isaias 49.15, relata que ainda que uma mulher que deu a luz o seu filho, que dele não se compadeça e venha a esquecer-se desse, todavia o Senhor, de ti, jamais se esquecerá. E como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem (Salmos 103.13)
Porque  o Senhor nosso Deus é Bendito eternamente e faz com que o solitário viva em família; e a mulher estéril seja alegre mãe de filhos. Liberta aos que estão presos em grilhões; mas os rebeldes os fazem habitar em terra seca.
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; porque alcançastes a sua  misericórdia (I Pedro 2.9, 10). E as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim (Lamentações 3.22).   
Eu, porém, faço a minha oração a ti, Senhor, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação (Salmos 69.13).
Louvai ao Senhor!

NÃO SOU DIGNO DE TOCAR NAS SANDÁLIAS DO MEU SALVADOR-

O Senhor Jesus afirmou que João Batista foi o maior homem dos nascidos de mulher (Lucas 7.28), e por sua vez, João, referindo-se a grandeza e magnitude do Mestre disse:  É necessário que ele cresça e eu diminua (João 3.30),  porque não sou digno de tocar em suas sandálias (Mateus 3:11).
Considere que, se o maior homem entre os nascidos de mulher não se achou digno de tocar nas suas sandálias do Mestre, e, eu então?  Como disse Paulo: Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? (Romanos 7.24). Amados, diante da humilde manifestação do homem santo de Deus, sei que não sou digno nem de aproximar das pegadas das sandálias do meu Redentor, e mesmo assim, Ele me amou, e esvaziou-se da sua glória e se entregou a si mesmo para me livrar do pecado e da morte.
Porque olhando Deus para o homem, não viu um justo, nem um sequer. Não havia ninguém quem entendesse; ninguém que buscasse a Deus. Todos se extraviaram e fizeram-se inúteis, ninguém fazia o bem, não havia sequer um só justo.
As suas gargantas eram um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides estava debaixo de seus lábios; cuja boca estava cheia de maldição e amargura. Os seus pés eram ligeiros para derramar sangue, e não conheceram o caminho da paz.  Não havia temor a Deus diante de seus olhos.
Porque poderá ser que por algum justo, pelo bom, alguém ouse morrer, mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.
Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, e não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação, pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.
Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos (Romanos capítulos 3 e 5).
E Cristo vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andávamos segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus,  para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas (Capítulo 2 Efésios).
Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus  (Coríntios 5.21).
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
E o Filho veio ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado (João 3.16-18).
Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos (I João 4.9).
  O Senhor veio para o que era seu, mas os seus não o receberam, Mas todos quantos O receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome (João 1.11,12).
E nos fez uma  geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; porque antes não éramos povos, mas agora somos povos de Deus (I Pedro 2.9); pelo que Cristo, na sua carne desfez a inimizade do homem e o reconciliou com Deus, pelo sacrifício  do seu próprio sangue.
Louvai ao Senhor! 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

QUE A PAZ DE CRISTO SEJA ETERNA EM VOSSOS CORAÇÕES....

Amados irmãos e irmãs em Cristo que cooperam conosco na difusão do Verdadeiro Evangelho, trabalhando incansavelmente nesta singela obra, a qual parece insignificante aos olhos dos homens, mas é preciosíssima para nós e o nosso Deus, pois estamos cientes de que Ele conhece todas as coisas, e usa de muitas maneiras para alcançar tanto os que estão perto; como também aqueles que ainda estão longe.
Esta breve mensagem tem por objetivo, demonstrar em sinceridade de coração, todo a nossa gratidão para convosco, pois ao longo do tempo decorrido, vós tendes sido para nós, como pedras preciosas, o que nos faz lembrar e compreender o amor que o nosso irmão Paulo demonstrava para com os irmãos de sua época, ao ponto de dizer-lhes:
Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens (II Coríntios 3.2).
Portanto, diante da expectativa de um novo ano, aproveitamos esta rica oportunidade para agradecer a cada um de vós que compartilhou conosco; que se lembrou de nós e do próximo em suas orações nos momentos difíceis que vivenciamos; que anunciou o Evangelho que liberta cura e salva o homem da perdição.
Agradecemos a Deus por suas vidas, e por todas as vezes que vos lembrastes de dar ao menos um copo de água fria para saciar a sede do necessitado.
Desejo e oro para que continuem conosco em oração, vivendo intensamente cada momento de vossa vida cristã; divulgando em larga escala a mensagem do Evangelho verdadeiro; e estando dispostos a fazer tudo e um pouco mais, a fim de que o Evangelho do Reino de Deus, seja anunciado a toda criatura, chegando até aos confins da terra.
Que saibam remir o tempo, não desperdiçando nenhuma oportunidade para anunciar o Cristo Vivo, porque sabemos que o próprio Deus não sente prazer na morte do ímpio, e que para isso fomos chamados por decreto do Altíssimo, a fim de que levemos a paz a esses corações, através da mensagem para salvação de muitas almas, pelo precioso sangue de Cristo.
Porque o Senhor recomenda amar cordialmente uns aos outros com amor fraternal, e não sejais vagarosos no cuidado; mas fervorosos no espírito, servindo ao Senhor (Romanos 12.11).
Mas também tomamos a liberdade de lembrar-lhes, amados irmãos, que os dias que estamos vivendo, estão cada vez mais difíceis, pois perto está o principio das coisas que hão de acontecer, a fim de que se cumpra a vontade do Pai Altíssimo, o qual tudo criou.
E se a mensagem de salvação encoberta para muitos, foi revelada a nós, os pequeninos, é necessário que tenhamos sempre em nossos corações, os ensinamentos do Mestre, lembrando de suas Palavras: De graça recebestes,  de graça dai (Mateus 10.8).
O nosso papel é somente anunciar a verdade pelas virtudes do Espírito Santo, deixando os resultados com Deus, e crendo, que a sua Palavra jamais votará vazia. 
Continuamos ao inteiro dispor dos irmãos para novas sugestões, a fim de que nos aprimoremos em tudo e nos aproximemos a cada dia da perfeição (Mateus 5.48), sem a qual ninguém verá a Deus.
Que o infinito amor do Deus Altíssimo que excede a todo entendimento, seja copiosamente diluído em vossos corações e a igreja que está em vossas casas, nos dias que se chama hoje, e no tempo vindouro a vida eterna com Cristo e os seus santos, num lugar onde não haverá mais morte, nem pranto e nem dor, e onde Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima.
No amor de Cristo,

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

É LÍCITO AO CRENTE COMEMORAR O NATAL ?

Sabe-se que com relação à data do nascimento de Jesus Cristo, os historiadores não  afirmam  com exatidão o ano em que isso aconteceu; muito menos o dia e o mês em que nascera o nosso Redentor.
Também não se pode determinar com precisão como esta festa permeou as diversas religiões do mundo, e nem se a data desta festividade teve origem na pagã Brumália (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17 a 24 de dezembro), onde era comemorado o nascimento do deus sol. Leia mais: A origem do natal.
Simplesmente não há registros na história com relação a este dia. O mesmo foi escolhido tão somente por conveniência religiosa e política.
Mas o fato é que todos os anos, no dia 25 de dezembro, as nações comemoram o nascimento de Jesus Cristo, ainda que a maioria delas não compreenda a verdadeira razão pela qual Cristo veio ao mundo.
Pois, mesmo que o nascimento do Messias tivesse acorrido realmente no dia 25 de dezembro, para os que servem ao Senhor em Espírito e em Verdade, a grande virtude do Mestre não deve estar no seu nascimento, e sim na sua morte e ressurreição, pois, Cristo morreu para pagar o mais alto preço pelos nossos pecados; e ressuscitou para nos ofertar a vida eterna.
O nascimento de Cristo não teve outro objetivo, senão, o de salvar o homem que estava morto na maldição do pecado, e pelo seu sangue derramado na cruz, anulou a antiga cédula que havia contra a humanidade, escrevendo assim um Novo Mandamento pela aspersão do seu próprio sangue, pelo qual nos é apresentado o caminho da salvação.
 Porque se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. I Tessalonicenses 4.14.
 Que diríamos então: Deveríamos comemorar a morte e ressurreição de Jesus ao invés de comemorarmos seu nascimento? De maneira alguma, a Palavra de Deus, apesar de não afirmar que a comemoração do aniversário dos nossos entes queridos é considerada pecado, não dá nenhuma ênfase para que procedamos desta forma, e por outro lado, há um detalhe muito importante que precisamos considerar:
As duas únicas festas de aniversário narradas na bíblia terminaram com tragédias. A primeira ocorreu no Antigo Testamento, narrada no Capítulo 40 de Gênesis, por ocasião do aniversário de Faraó do Egito: o padeiro-mor no palácio real,  teve a cabeça decapitada e lançada aos pássaros.
A segunda narrativa de tragédia em festividade natalícia foi descrita no livro de Mateus 14.3-12, no tempo em que o Rei Herodes o Tetrarca, mandou degolar o profeta João Batista ainda no cárcere, e ofereceu a sua cabeça em prémio para a filha de Herodias, sua concubina, pois João havia reprovado a conduta do Rei, dizendo que não lhe era lícito possuir a mulher do seu irmão.
Amados, esses legados nos levam a crer que não é relevante comemorarmos  aniversários, nem mesmo o de Cristo, ao contrário, a bíblia nos deixaria alguma orientação neste sentido.
Além disso, é notório que as festas natalinas possuem uma finalidade puramente comercial, e, ainda que as religiões promovam algumas atividades rituálicas em torno desse tema, em nada edificam o Corpo de Cristo, que é a sua igreja, pois, as cerimonias são vazias, sem inspiração divina e, sem nenhum fundamento nas escrituras. 
Mas a mídia, através de marketings conseguiu criar um falso clima de festas, onde a alegria e a harmonia são chamadas de “espírito natalino”. As pessoas acabam  envolvidas por essa anedota de tal forma que esperam por uma felicidade extraordinária na noite de natal;  e sonham com um regozijo surreal que não existe.
As pessoas são seduzidas por esse “espírito natalino” que não vem do Altíssimo, porque é o espírito da idolatria, da mentira, da hipocrisia e da falsidade, uma festa genuinamente pagã.
Nessas festas inclui-se também as comilanças, bebedeiras, comemorações e outras desventuras  que, na maioria das vezes trazem resultados catastróficos, pois os que participam desses banquetes são seduzidos por esse mesmo espirito natalino e se afogam no pecado, porque a festa natalina é uma oferenda aos demônios e não a Cristo, e a Palavra alerta:
Meus  amados, fugi da idolatria. Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo, porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?
Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor?
 Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios.
 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios (I Coríntios 10.14-21).
E satanás continua preparando gigantescas armadilhas para os servos do Senhor. Observem que já existe nas gôndolas dos supermercados o  champanhe sem álcool criado especialmente para o público infantil.
As embalagens são de personagens de desenhos animados, os heróis exibidos nas redes televisivas, e os criadores tiveram o cuidado de abranger ambos os sexos com imagens apropriadas.
I Tessalonicenses 5.22, a Palavra exorta: Abstende-vos de toda aparência do mal. Observe que, ainda que a bebida não contenha álcool, mas tem aparência de bebida alcoólica, é ingerida como se fosse bebida alcoólica, e o mais preocupante é impulso desse mal para que amanhã essas crianças se tornem alcoólatras.
E um detalhe que me chamou atenção foi legenda do rótulo: PARA AS CRIANÇAS NÃO FICAREM  FORA DA FESTA.
Amados, a Palavra de Romanos 14.17 exorta dizendo: “O Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”.
E nos versículos 20 e 21 adverte: Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
Bom é não comer carnenem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
Analisem a recomendação do Senhor, comer carne ou qualquer outro alimento não é pecado, mas o ajuntamento para comer e beber com extravagância  é algo que desagrada o coração do Senhor.
Não estamos nos referindo às festividades mundanas em geral, mas àquelas onde o precioso nome do altíssimo é profanado; festas frequentadas até mesmo por aqueles que se dizem cristãos, como as de natal e páscoa.
Na realidade, tais festividades não reverenciam e nem adoram ao Senhor dos senhores, pois não passam de festas pagãs. Porque os manjares são para o ventre, e o ventre, para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como outro (I Coríntios 6.13).
Diante de tudo isso perguntamos: É licito ao crente comemorar o natal?
Deixemos a própria Palavra responder: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (I Coríntios 6.12).  
Portanto amados, a nossa humilde orientação é para que os irmãos não caiam nas armadilhas do inimigo, buscando alegria e prazeres nas coisas materiais e terrenas. E quando houver ajuntamento seja com amigos, companheiros ou familiares que não a façam para desagradar ao Pai, mas para louvar, honrar e glorificar o seu Santo e Poderoso Nome.
não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas,  porque bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram (Hebreus 13:9).
Louvai ao Senhor!
Graça e paz do Messias, nosso Senhor e Salvador seja copiosamente diluída nos vossos corações e aos santos irmãos que estão convosco.
No amor de Cristo, irmão Carvalho, apenas servo do Altíssimo.