sexta-feira, 15 de junho de 2012

EVANGELHO DA PROSPERIDADE , GRAÇA OU COMERCIO ?

A Palavra do Antigo Testamento encontramos inúmeras referências, onde o Senhor prosperava espiritualmente os que o temiam e lhes eram fieis. Também lhes concedia muitas bênçãos e prosperidades materiais, como recompensa pela fidelidade à sua Palavra.
Porém, no Novo Testamento não encontramos mais a promessa de prosperidades materiais, para os que lhes são fieis e buscam a salvação em Cristo.
E a lógica é óbvia, Cristo derramou o seu sangue em sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados para alcançarmos a salvação, e nesse caso, as prosperidades materiais tornaram-se coisas insignificantes, pequenas e vãs diante da grandeza de Deus em nos proporcionar a oferta da vida eterna, pois, agora temos uma melhor e mais confortável esperança em Jesus Cristo, encontramos a vida, pela sua morte na cruz. Algo infinitamente superior a todos os bens materiais deste mundo.
Mas alguém poderá refutar, porque no livro de Malaquias 3.10, disse o Senhor: Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança.
Este versículo é o argumento mais usado pelos pregadores, mas que muitos não conseguem visualizar pelos olhos espirituais, é uma grande divisão que há na palavra de Deus, chamada a.C. (antes de Cristo) e d.C. (depois de Cristo), e Jesus disse: Um Novo Mandamento vos dou. E se não fosse pela misericórdia do Senhor Jesus em nos ofertar um um Novo Testamento pelo seu próprio sangue, até hoje, estaríamos vivendo pela lei, conseqüentemente, mortos na maldição do pecado. E a ordenança para se levar o dízimo à casa do tesouro faz parte de outro mandamento (a.C.), o qual foi sucumbido pela aspersão do sangue do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário.
Mas a TEOLOGIA DA PROSPERIDADE revoluciona isso prometendo prosperidade, bem estar e erradicação da pobreza, porque a inferioridade, segundo o EVANGELHO DA PROSPERIDADE significa falta de fé, algo que desqualifica o sacrifício do Senhor Jesus Cristo para a remissão do pecado e a salvação da vida eterna.
Segundo os pregadores da TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, Jesus veio ao mundo pregar o Evangelho aos pobres justamente para que deixassem de ser pobres. Mas de onde surgiu esse evangelho mentiroso que hoje é predominante na maioria das igrejas, que desvirtua a fé, e afirmam que temos que buscar a felicidade e bens materiais em Deus a qualquer custo?
A Palavra de Deus, à luz do Evangelho diz: Quem deu primeiro a Ele para que fosse recompensado? Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos as humildes (Romanos 11.33 e 12.16).
Nada trouxemos para este mundo e nada podemos levar dele, mas tendo sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e traspassaram a si mesmos com muitas dores (I Timóteo 6.7-10).
A teoria evocada no EVANGELHO DA PROSPERIDADE propaga que o crente sendo fiel nos dízimos e ofertas, tem o direito perante a Deus em viver uma vida regada de mordomia, com bom emprego, moradia de alto padrão, carros novos, imune as enfermidades, resguardado aos desajustes sociais e familiar, enfim, viver o paraíso aqui na terra mesmo, confrontando a palavra do Senhor Jesus o qual declarou: No mundo tereis aflições (João 16.33).
A Palavra de Jesus afirma que enquanto estivermos no mundo vamos ter provações, mas vamos também receber a sua Graça e abundância de paz, o que é de uma grandiosidade incomparável a toda riqueza deste mundo. Mas a grande recompensa pela fidelidade aos mandamentos do Senhor, só virá na eternidade. O Senhor reservou para os seus uma cidade edificada toda em ouro, onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dor, nem clamor porque as primeiras coisas já se passaram.
Essa modernidade que permeia no seio evangélico conhecida como TEOLÔGIA DA PROSPERIDADE é um equívoco, uma monstruosidade herética, pois induz o coração do homem a renunciar os conselhos de Deus, e a vislumbrar apenas a cobiça e avareza pelos bens desta vida. Exemplo que vem dos pastores de algumas igrejas, os quais amontoam para si riquezas, e dizem que é benção de Deus. E o resultado disso são os escândalos e o descrédito aos verdadeiros servos compromissados com Deus na pregação do Evangelho.
A Palavra mostra a verdadeira face do Evangelho na vida de Cristo e dos apóstolos, citada nas escrituras que apresentam situações de extrema privação e renúncia aos bens materiais, mas com abundância no amor, nas boas obras e na obediência a vontade de Deus.
Hoje, criaram cursos especialmente direcionados a capacitação de pastores para fazer abarrotar as igrejas, usando métodos que fogem do princípio bíblico, por isso as pregações sobre a prosperidade têm crescido assustadoramente a cada dia nas igrejas evangélicas, substituindo o Evangelho da graça pela doutrina da avareza.
No momento em que a corrupção assola a humanidade, os homens de Deus, que têm o compromisso de levar a verdade, paz e esperança aos oprimidos, ao menos teoricamente deveriam estar invólucros numa blindagem completa dessa desmoralização, mas acabam maculando a pureza do Evangelho e do sacrifício do Senhor Jesus Cristo.
Porque no princípio da igreja primitiva, as coisas não aconteciam assim, a palavra de Deus narrada no livro de Atos e demais escrituras, cita que os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, com grande poder, e em todos eles havia abundante graça.
Todos os que criam, estavam juntos e tinham tudo em comum, e não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. E isso, faziam todos, voluntariamente.
E desde a antiguidade, os homens compromissados com Deus, não se envolviam nessa imoralidade generalizada que ocorre hoje, um exemplo clássico disso foi relatado no capítulo 5 de II Reis, ocasião em que o general Naamã sendo agraciado pela cura da lepra, ofertou a Eliseu, profeta de Deus, grande valor de bens materiais, mas esse recusou, apesar da insistência de Naamã com ele para que a tomasse, mas ele não aceitou.
Porem, Geazi, servo do profeta Eliseu, correu atrás de Naamã, e tomou os bens que o seu senhor havia recusado. E como recompensa pela corrupção herdou a lepra que estava em Naamã.
O capítulo 8 do livro de Atos descreve caso assemelhado ocorrido com os apóstolos Pedro e João quando estavam em Samaria os quais, oravam para os novos convertidos e lhes impunham as mãos, e recebiam o Espírito Santo.
E Simão, que também era novo convertido, lhes ofereceu dinheiro, para receber o mesmo poder do Espírito Santo que fora dado aos apóstolos, porem, Pedro disse-lhe: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus.
Em ambos os casos houve oferta de dinheiro e bens materiais em recompensa pela graça, mas os homens santos de Deus, recusaram, deixando em si mesmo o exemplo para que nós os imitássemos. Porém, nos dias de hoje, a maioria dos pregadores pedem dinheiro aos seus seguidores, comercializam a graça e o sacrifício do Senhor Jesus, sob promessa de prosperidades materiais, cuidando que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Isso é doutrina de homem, que vai na contra mão do Evangelho do Senhor Jesus, o qual advertiu dizendo: Não ajunteis tesouros na terra, mas ajuntai tesouros no céu, porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.
Jesus ainda declarou que não tinha lugar pra reclinar a cabeça, e aconselhou o mancebo rico a vender todos os bens e doar aos pobres para receber um tesouro no céu. E alertou que, aquele que não renunciar tudo o que tem, não serve para ser seu discípulo, porque mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.
E no capítulo 6 da primeira carta a Timóteo, vem a sustentação da palavra de Deus, que protesta: Se alguém ensina alguma outra doutrina que não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo e nada sabe.
E os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, e toma posse da vida eterna, e manda aos ricos deste mundo que não sejam orgulhosos, que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.
Outro exemplo notório, está contido no capítulo 3 de Atos, ocasião em que Pedro e João subiam ao templo à hora da oração, e era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias o punham à porta do templo chamado Formosa, para pedir esmola aos que entravam.
Ele, vendo Pedro e João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola, e Pedro, fitando os olhos nele, disse-lhe: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda. E, saltando ele, pôs-se em pé, e andou, e entrou com eles no templo, andando, e saltando, e louvando a Deus.
Observem que os homens designados por Deus, não possuíam bens materiais, porque o Senhor Jesus havia lhes ordenado que nada levassem pelo caminho (Mateus 10.6-11), entretanto, eram cheios das virtudes do Espírito Santo. Ao contrário do que ocorre hoje, muitos pregadores, se depararem com uma situação dessa, vão ter que dar alguma esmola ao pedinte porque a maioria deles só possuem a riqueza material, porque esse é o objetivo desejado.
E o perigo constante, satanás tem exaltado o seu reino no púlpito das igrejas e muito ainda dizem o amém! A Palavra adverte que devemos examinar com cuidado se o espírito manifestante é de Deus, porque satanás se transfigura em anjo de luz e engana até os escolhidos.
Na carta aos Romanos 16.17, 18, a palavra de Deus diz: Rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles, porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e, com suaves palavras, enganam o coração dos simples.
E no Evangelho de Mateus 10.16, disse Jesus: Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede simples como as pombas, mas prudentes como as serpentes.
Portanto amados, lembrem-se da palavra do Senhor Jesus Cristo, o qual sempre pregou o amor ao próximo, e sejam de um coração simples, humilde, misericordioso, mas prudente como a serpente, e não se deixem levar por palavras suaves, as quais têm na verdade, alguma aparência de sabedoria, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne.
AS RIQUEZAS SÃO VAIDADE E AFLIÇÃO DE ESPÍRITO
No livro dos Eclesiastes ou Pregador, capítulo 2.1-11, há uma narrativa do rei Salomão sobre a sua vida regada de bens e encanto, fala também da sua frustração e constrangimento, pois, ao fim da jornada, ele teve o dissabor de provar que tudo não passava de vaidade e aflição de Espírito.
O Rei Salomão, filho de Davi, teve um reinado glorioso sobre Israel, porque Deus havia lhe concedido mais sabedoria do que a todos os homens. Deu-lhe também poder e riqueza como a nenhum outro homem sobre a terra. Diante de tanto privilégio vindo de Deus, ao fim de tudo, Salomão chegou à triste e verdadeira conclusão que apesar da sua imensurável riqueza, sabedoria e deleite sobre o que de melhor o mundo podia lhe oferecer, isso não fora suficiente para produzir fruto digno de alegria para saciar a sua alma. Tudo não passou de vaidade e aflição de espírito. Clamorosamente lamentou Salomão dizendo:
Amontoei para mim prata, e ouro, e jóias dos reis da terra, engrandeci-me e aumentei mais do que todos os que houveram antes de mim, em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria, nem privei o meu coração de alegria alguma; e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito; e que proveito nenhum havia debaixo do sol.
Apesar do poderio social, econômico e sabedoria do rei Salomão, hoje somos muito mais próspero do que ele. Não no ouro, ou na prata ou na sapiência humana, mas somos fartos pela consolação do Espírito Santo, pela grandeza da Graça do Senhor Jesus que há em nós, pela aspersão do seu precioso sangue, e a oferta da vida eterna.
Salomão lamentou porque não pode ceifar o fruto da sua prosperidade, ele possuía abundância de todos os bens que se possa imaginar sobre a terra, mas faltava-lhe o mais importante de tudo, faltava-lhe a Graça do Senhor Jesus. Não havia consistência na sua prosperidade, a sua alma era vazia porque lhe faltava o essencial, havia ausência do Espírito Santo de Deus na sua vida, pela desobediência a palavra do Senhor.
E nessa incoerência, muitos irmãos estão buscando aquilo que Salomão, com clamor, afirmou que era e continua sendo, vaidade e aflição de espírito. Estão abandonando a Graça pela busca desesperada à prosperidade material, isso é profundamente lastimável.
Nós não temos ouro nem prata, mas possuímos as virtudes do Espírito Santo de Deus. Recebemos a grandiosidade da Graça do Senhor Jesus, e isso nos basta. O Espírito Santo nos alegra e nos fortalece mesmo nos momentos de turbulência, porque o Senhor é conosco. Socorro bem presente na angústia, não deixa desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão (Salmos 37.5).
Para a sua reflexão: Bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes e não o viram, e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram (Mateus 13.16-17).
Louvai ao Senhor!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O SALARIO DO ANUCIADOR DO EVANGELHO

Certamente, se alguém goza dessa mordomia, imediatamente abrirá a Palavra em I Coríntios 9.14 onde está escrito: Assim ordenou também o Senhor, aos que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho, tentando justificar-se.
Mas neste Capítulo (I Coríntios 9.1-15), o apóstolo Paulo fala da liberdade e dos direitos dos levitas por ordem da lei de Moisés, vers. 9: Porém no vers. 12 ele diz: Nós não usamos deste direito, antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo, e no vers. 15 disse mais ainda: Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.
O relato não é decisão particular do Apóstolo Paulo, mas uma ordenança do Senhor. Ele afirma que não usou desse direito para não por impedimento na obra do Senhor. Medite nesta declaração do homem de Deus, consciente que se fizesse uso do direito dos levitas (I Coríntios 9.9) estaria criando empecilho para na obra do Senhor, e nem escreveu isso para que assim se fizesse a ele, para não gerar escândalo envolvendo o nome do Senhor.
Precisamos de discernimento a luz do Espírito Santo de Deus, porque o apóstolo ainda alertou: Sede meus imitadores como também sou de Cristo (I Coríntios 11.1). E se imitarmos a Paulo estamos imitando a Cristo, porque ele exemplificou em si mesmo um autêntico imitador do Mestre.
Vamos meditar na ordem emanada por Jesus Cristo, aos seus discípulos: Mateus 10.8-10: Curai os enfermos, expulsai os demônios, ressuscitai os mortos; de graça recebeste, de graça daí; não possuais ouro, nem prata, no vosso cinto, nem alforje (bolsa), nem duas túnicas, porque digno é o operário do seu alimento.
E no capítulo 10 do Evangelho de Lucas, Jesus reproduziu a mesma ordenança aos seus discípulos, substituindo apenas a palavra “alimento” pela palavra “salário”, observe: Digno é o obreiro do seu salário.
E a substituição da palavra alimento por salário (Lucas 10.7), tem gerado muita confusão aos pregadores, mas quando a palavra do Senhor diz que digno é o obreiro do seu salário, ou quem anuncia o Evangelho que viva do Evangelho, isso não quer dizer absolutamente “dinheiro” para o anunciador do Evangelho de Cristo. O que o Senhor permitiu neste caso, quando em missão, que recebamos apenas o necessário para a nossa manutenção cotidiana, só o essencial para a nossa sobrevivência.
Observe no Evangelho de Lucas 22.35-38, a seriedade das ordenanças Senhor Jesus aos seus discípulos: Quando vos mandei sem bolsa, alforje ou sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Eles responderam: Nada.
Disse-lhes, pois: Mas, agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua veste e compre-a. E eles disseram: Senhor, eis aqui DUAS ESPADAS. E ele lhes disse: Basta.
O Senhor admite ao pregador, caso não dispuser de recurso próprio, aceitar o necessário para a sua manutenção, tais como: Alimento, hospedagem, eventualmente transporte, roupa ou calçado e coisa do gênero, mreceber salário, em nome do sangue que Cristo derramou na Cruz pelos pecadores, não há permissão para isso, porque o salário do anunciador de Boas Novas virá com Ele, no seu grande dia, vejamos:
Isaías 40.10: Eis que o Senhor Jeová virá como o forte, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão vem com Ele, e o seu salário, diante da sua face.
Requisitamos uma atenção especial dos irmãos para este alerta na segunda carta de Pedro 3.15-16 onde diz: O nosso amado irmão Paulo vos escreveu segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para a sua própria perdição.
E para que se cumpra a Palavra, existem pregadores torcendo a verdade de Cristo, principalmente os que tomam espaço na mídia, afirmando que o Senhor Jesus aceitava dinheiro, tendo Judas Iscariotes como tesoureiro do grupo, fundamentados na passagem bíblica no livro de João 13.26-29, onde Jesus, após ter dado o bocado molhado para Judas disse-lhe:
O que fazes, fá-lo depressa. E nenhum dos que estavam assentados a mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto; como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa, ou que desse alguma coisa aos pobres.
Porem, no livro de João 12.6, a palavra relata que Judas possuía bolsa, e roubava tudo o que ali se colocava porque era ladrão, sendo que em Lucas 10.4 Jesus disse aos discípulos: Não leveis bolsa, nem alforje:
Judas tinha bolsa por duas razões: Primeiramente porque era desobediente (Lucas 10.4), e também porque era ladrão (João 12.6), e tirava as coisas que ali se lançava. Alguns o têm por tesoureiro, mas o Senhor dos senhores o declara ladrão. Portanto, não podemos tomar como exemplo a conduta de Judas para recolher dinheiro dos irmãos, pois ele já está julgado pela palavra do Senhor (João 17.12).
No livro de Marcos 6.3, o texto sagrado diz: Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago...? Sim, é este mesmo, o carpinteiro, Jesus Cristo, o filho do Deus Altíssimo que veio para salvar o mundo. Rei dos reis, Senhor dos senhores, ganhava o seu pão com o seu trabalho, no suor do seu rosto, dando exemplo em si mesmo para que nós, o imitamos, em sua perfeição. E no livro de Isaías 53.3, a palavra diz que o próprio Jesus era homem experimentado nos trabalhos (Edição revista e corrigida).
Agora observe no que diz a palavra do Senhor no livro dos Salmos 128.1,2: Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos; pois comerá do trabalho das tuas mãos, feliz será e te irá bem.
Meditem: Bem-aventurado, feliz, o homem que teme o Senhor e anda nos seus caminhos, pois comerá do trabalho das suas mãos, corroborando com a ordenança do Senhor no livro de Gênesis 3.19, onde Deus disse ao homem: No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes a terra.
Em Atos 18.1-3, o apóstolo Paulo também deixou o exemplo que devemos trabalhar para a nossa manutenção. Vamos meditar nos seus ensinamentos referente ao trabalho, na palavra do Senhor:
Vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram. Tenho-vos mostrado em tudo, que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber (Atos 20.34,35).
E na segunda carta aos Coríntios 12.14-17, a palavra diz: Eis que aqui estou, pronto para pela terceira vez ir ter convosco, e não vos serei pesado, pois que não busco o que é vosso, mas sim a vós, porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais para os filhos. Porventura aproveitei-me de vós por algum daqueles que vos enviei?
Eis o exemplo do homem de Deus para os que trabalham na obra do Senhor. Onde quer que estejam, por onde quer que andem, o que devemos é trabalhar para resgatar as almas, e não os bens materiais dos nossos irmãos. O que foi ratificado na primeira carta aos Tessalonicenses 2.9, onde diz: Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga, pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o Evangelho de Deus.
Procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado (I Tessalonicenses 4.11).
Paulo ainda disse que recusou salários de algumas igrejas, para anunciar o Evangelho de graça, para não ser pesado a ninguém (II Coríntios 11.7,8), e que não devemos andar desordenadamente, não trabalhando, porque não comeu pão de graça de homem algum, mas com trabalho e fadiga, dia e noite, para não ser pesado a ninguém; e quem não quiser trabalhar que não coma também (II Tessalonicenses 3:6-10); dando exemplo em si mesmo para que o imitássemos.
Isaías 19.8–10 diz: E os pescadores gemerão, e suspirarão todos os que lançam anzol ao rio, e os que estendem rede sobre as águas desfalecerão. E envergonhar-se-ão os que trabalham em linho fino e os que tecem pano branco. E os seus fundamentos serão despedaçados, e todos os que trabalham por salário ficarão com tristeza na alma.
E a carta aos Romanos 6.23, relata que o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.
Louvai ao Senhor

ANANIAS E SAFIRA , PORQUE MORRERAM ?

Quão formoso era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuíam era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos. Repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.
Então, José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da Consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos. Mas certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
E, passando um espaço de quase três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido. E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto. Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, também te levarão a ti. E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta e a sepultaram junto de seu marido.
Amados, muitos pregadores anunciam que Ananias e sua mulher Safira morreram porque retiveram a parte designada para o dízimo. É conveniente lembrar que não há referência alguma sobre dízimo ou oferta neste texto, mesmo porque as ordenanças do Antigo Testamento fora por Cristo extintas, pela aspersão do seu próprio sangue na cruz do Calvário, dando-nos um Novo Testamento, feito não mais com sacrifício e rituais, mas cheio de graça e misericórdia.
Na ocasião, os irmãos se convertiam pela pregação dos Apóstolos, e, não mais por ordenança ou imposição, mas por discernimento do Espírito Santo e cultivo do amor ao próximo, vendiam as suas herdades e repartiam entre os necessitados. Porém, sem qualquer prescrição por parte dos Apóstolos, tudo se realizava por amor e obediência aos mandamentos do Senhor, e voluntariamente vendiam suas propriedades e partilhavam com os irmãos menos aquinhoados.
E, Ananias e Safira permitiram que satanás enchesse seus corações, e pela vaidade, queriam transluzir um perfil caridoso aos olhos da comunidade, mas o íntimo estava corrompido pela avareza, voltado apenas para as coisas do presente século.
A Palavra do Senhor é fiel e verdadeira, radical e invariável, e afirma que ambos morreram porque mentiram ao Espírito Santo de Deus (Atos 5.1 e 4).
Assim também ocorrerá a esses pregadores fraudulentos que usam como argumento a mentira, anunciando que Ananias e Safira morreram por reter a parte destinada ao dízimo, certamente, assim como eles, também morrerão (Hebreus 7.8), pela avareza e adulteração aos mandamentos de Deus, porque a palavra declara que ficarão de fora qualquer que ama e pratica a mentira (Apocalipse 22.15).
Naquele período, os irmãos recebiam a Palavra de Deus no coração, e, pelo arrependimento, conversão e unção do Espírito Santo, renunciam seus bens materiais pela recompensa de uma melhor e mais confortável esperança pelo derramamento do Sangue do Senhor Jesus Cristo, o qual revelou no Evangelho de Lucas 12.32: Vendei o que tendes, e dai esmolas, fazei para vós bolsas que não se envelheçam, tesouro nos céus que nunca acabe aonde não chega ladrão, e a traça não rói. Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.
Observaram então a razão porque os que se agregavam a igreja de Deus vendiam tudo e repartiam entre os mais pobres? Primeiramente porque é uma ordenança do Senhor Jesus, porque Ele ordenou Vendei o que tendes, e dai esmolas, porque onde estiver o seu tesouro, ali estará também o seu coração.
Então irmão responda a si mesmo: Onde está o seu tesouro? Está nos seus bens materiais, voltado para ambição deste mundo ou na ordenança do Senhor de amar ao próximo? Onde o irmão está fazendo para si, bolsas que nunca envelhecem? Está construindo a bolsa que será aquinhoada entre os seus herdeiros, ou está construindo um tesouro no céu que nunca se acaba, onde o ladrão não entra, a traça não rói e nem há desgaste pelo tempo? É uma grande oportunidade para você, meu amado irmão em Cristo, refletir e responder a si mesmo, ainda há tempo.
No livro de profecias de Isaías 58.7 a 11 a Palavra instrui o que realmente agrada a Deus, vamos meditar:
Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne?
Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. Então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade.
E, se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam.
É lamentável que hoje, não haja mais essa iniciativa por parte dos que se agregam ao Evangelho de Cristo, e não distribuem parte dos seus bens ao próximo, não doam aos mais carentes, porque o mandamento de Cristo não mudou, aliás, está em pleno vigor, o qual nos lembra que mais bem-aventurada coisa é dar do que receber (Atos 20.35).
Em Colossenses 3.14, a Palavra assegura: E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.

COMERCIO NO TEMPLO , ABOMINAÇAÕ AO SENHOR

Outros comercializam o dom que de graça recebeu do Senhor, fazendo negócios dentro e fora das reuniões sem nenhum temor e respeito a obra de Cristo, confrontando a sua Palavra, são verdadeiros industriais, empresários da fé, usando o sangue inocente e sacrifico do Senhor para remissão dos nossos pecados de muitos, como marketing de empresas. À propósito vamos conhecer melhor esta palavra:
MARKETING: Conjunto de estudos e medidas que provêem estrategicamente o lançamento e sustentação de produto ou serviço no mercado consumidor, garantindo o bom êxito comercial da iniciativa. É o mesmo que mercadologia.
MERCADOLOGIA: Execução das atividades de negócios que encaminham o fluxo de mercadoria e serviços, partindo do produtor até o consumidor final.
Irmão, e você sabe quem é esse consumidor final? É justamente você, que compra ou colabora de alguma forma com esse comércio que escandaliza a Palavra, e lamentavelmente o homem dissoluto que não teme à Deus, abre um ponto comercial em cada esquina, com requinte e caráter de empresa, colo um rótulo de “igreja”, mas o único objetivo é extorquir a fé dos que buscam servir ao Senhor.
Agora observem o que aconteceu quando Jesus entrou no templo e surpreendeu alguns homens comercializando, principalmente animais que seriam usados para sacrifícios em holocausto, conforme uso da lei de Moisés (Levíticos Cap. 1, 2, 3...).
Evangelho de João 2.13-16 relata que estava próxima a páscoa dos Judeus e Jesus subiu a Jerusalém, e achou no templo os que vendiam bois, ovelhas, pombos, e os cambistas assentados.
E tendo feito um açoite de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas e espalhou o dinheiro dos cambiadores e derrubou as mesas. E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa do meu Pai, casa de venda.
No Evangelho de Mateus 21:13, disse Jesus: Está escrito, a minha casa será chamada casa de oração, mas vós a tendes convertidas em covil de ladrões.
Irmão, reflita, onde muitas vezes estamos buscando as bênçãos e convictos que estamos servindo ao Senhor? Porventura pode alguém encontrar o nosso Deus que é íntegro, santo, puro, em covil de ladrões? Deus é conivente com a iniqüidade?
Por isso, Jesus se indignou com o comercialismo e a profanação do templo, o qual não viu outra saída se não limpar o templo expulsando os corruptos. Suas ações foram atemorizantes, e muitos fugiram dali por causa dela.
Porém, as crianças, os cegos e os coxos, ficaram e Ele os curou, porque no Evangelho de Lucas 4.15, relata que pela virtude do Espírito Santo Jesus ensinava nas sinagogas, e anunciou:
O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor. Porque Jesus veio para os doentes, buscar e salvar o que havia se perdido.
Agora meditem nos textos abaixo, o aprecie o resultado pela corrupção, quando se usa o nome do Senhor:
O capítulo 5 de II Reis, descreve que o general Naamã sendo agraciado pela cura da lepra, ofertou a Eliseu, profeta de Deus, grande valor de bens materiais, mas esse recusou, apesar da insistência de Naamã com ele para que a tomasse, mas ele não aceitou.
Porem, Geazi, servo do profeta Eliseu, correu atrás de Naamã, e tomou os bens que o seu senhor havia recusado. E como recompensa pela corrupção herdou a lepra que estava em Naamã.
Episódio semelhante ocorreu no Novo Testamento (Atos 8.9-23), conta que em Samaria, um certo homem chamado Simão, que anteriormente exercera naquela cidade a arte mágica e tinha iludido a gente de Samaria, dizendo que era uma grande personagem; ao qual todos atendiam, desde o mais pequeno até ao maior, dizendo: Este é a grande virtude de Deus.
Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou, de contínuo, com Filipe e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito.
Os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ouvindo que em Samaria receberam a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João, os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.
E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.
Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniqüidade e ora a Deus, para que, porventura, te seja perdoado o pensamento do teu coração; pois vejo que estás em fel de amargura e em laço de iniqüidade.
Hoje, em muitas “igrejas”, há um comércio escancarado, principalmente na vendagem de livros, e CDs, roupas e salgados. Homens enganando o seu semelhante, dizendo aos irmãos que serão abençoados com a aquisição daquele material. Mas a Palavra do Senhor diz outra coisa, ela diz que a unção vem de Deus. Vejam:
I João 2:26, 27, diz: Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam. E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas.
Evangelho de João 14.26, diz: Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
Portanto meu irmão, minha irmã, se você está vendendo, comprando, ou contribuindo de alguma forma para que haja comércio de qualquer espécie na instituição religiosa chamada “igreja”, para transformá-la em covil de ladrões, e for surpreendido pela presença do Espírito Santo do Senhor, você estará praticando a iniqüidade, e, poderá também, como aqueles que comercializavam no templo do Senhor, ser lançado fora, porque o dom de Deus não se compra e nem se alcança com o dinheiro, mas com humildade, fé e a unção do Espírito Santo, que vem do Alto.
Louvai ao Senhor!

O DIZIMO DO AMOR

Entretanto, os pregadores (sem generalizar porque não são todos) exumaram uma lei extinguida, criaram uma nova etiqueta de validade para o dízimo, fizeram um ajustamento para empregá-lo no tempo da Graça do Senhor Jesus, e o usam da forma mais lucrativa possível. Mas em conformidade com as escrituras do Novo Testamento, o dízimo hoje é uma falácia e disso não se tenha a menor dúvida.
Mas quando os interessados no dízimo certificam que a sua abolição no Novo Testamento é irrefutável, mesmo assim, ainda tentam justificar-se para continuar na prática do erro, alegando: “Sei que hoje, pela lei o dízimo é abolido, mas dou o meu dízimo por amor”, e não mais por obrigação, segundo a lei.
Bem, quanto aos beneficiários sabemos que recebem o dízimo por amor a si mesmo, mas o financiador vai dar dinheiro por amor a quem, porventura não seria por medo?
É certo que a lei uma vez abolida, torna-se impraticável em qualquer situação, e não poderá mais ser empregada porque não tem mais força de decisão, pois, perdeu a virtude e a legitimidade.
Mas esse argumento de “dizimar por amor” vem por razões naturais: Uns para conservar inviolável o seu ministério, outros para se manter bem com cúpula, diversos outros para que não sejam acometidos ao constrangimento sucedido àqueles que seguiam a Jesus e quando confessavam o Cristo Filho de Deus, eram expulsos das sinagogas pelos judeus (João 9.22, 34).
E a maioria dos fieis optam pela omissão, por causa do medo da maldição do devorador, porque já está incutido na mente as pregações persuasivas pelos beneficiários do dízimo, massificadas no livro de Malaquias 3.8-11.
E isso é preocupante e muito perigoso porque produz o mesmo efeito de uma mensagem subliminar, pois, o dizimista, mesmo conhecendo que o precedente mandamento é revogado por causa da sua fraqueza e inutilidade, pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou (Hebreus 7.18,19), às vezes tem o desejo de se libertar, mas não consegue por causa da pregação inicial com intento de amedrontar, a qual continua armazenada na memória e martelando o subconsciente, impedindo-o de uma nova iniciativa, ainda que isso venha em detrimento da sua salvação e do Evangelho do Senhor Jesus.
E os defensores do dízimo contestam a sua abolição, se escorando nas Palavras do Senhor Jesus de Mateus 5.17, onde Ele disse: Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir.
Como também em Mateus 23.23, ocasião em que Jesus censurou os escribas e fariseus, dizendo: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas.
Então vamos buscar discernimento espiritual na Palavra, para entendermos o porquê, Jesus afirmou que não veio destruir a lei, mas cumpri-la.
Assim afirmou Jesus, porque era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4.4), e viveu na legitimidade da lei. Reconhecendo-a, disse dessa forma pela responsabilidade de cumpri-la mesmo no decorrer do seu ministério, pois, qualquer que a violasse, seria apedrejado até a morte. E nesse caso, Ele não iria cumprir a sua missão aqui na terra para libertar o homem que estava morto na maldição do pecado.
Como também, ao censurar os escribas e fariseus (Mateus 23.23) referente ao dízimo, ocasião em que disse: Deveis, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas, a razão era justamente porque estava em plena validade da lei.
Observe também, que Jesus curou o leproso (Mateus 8.1-4) e o mandou apresentar ao Sacerdote a oferta que Moisés ordenou no capítulo 14 de Levítico. E hoje, alguém apresenta algum sacrifício a Moisés pela libertação de alguma enfermidade? Mas quando ao dízimo...
E verdadeiramente Jesus cumpriu a lei. Foi circuncidado aos oito dias, foi apresentado na sinagoga (Lucas 2. 21-24), assumiu o seu sacerdócio aos trinta anos (Lucas 3.23, Números 4.43, 47), e praticou outras formalidades cerimoniais da lei.
Porque a Nova Aliança não teve princípio no nascimento de Jesus, mas na Sua morte (Gálatas 3.22-25 e 4.4, 5), e para tanto, Cristo, ao render o seu espírito a Deus (Mateus 27.50,51), o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, então passamos a viver pela graça do Senhor Jesus, encerrando-se ali, toda ordenança da lei de Moisés, sendo introduzido o Novo Testamento, o Evangelho da salvação pelo triunfo do Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário.
O que precisamos entender de vez por todas, que Cristo não veio a ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele disse: Um novo mandamento vos dou (João 13.34), e, se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão (Gálatas 2.21).
PODEMOS ADORAR A DEUS COM DÍZIMOS E OFERTAS?
Essa máxima de dar o dízimo por amor, há também a intenção de agradar a Deus para receber bênçãos e prosperidades materiais. Mas a Palavra na Carta aos Romanos 11.35, faz um questionamento que precisa ser apreciado com cuidado, o qual diz: Quem deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado?
Ratificado no livro de Jó 41.11, onde o próprio Senhor censura os que intentam subornar a sua mente, observe: Quem primeiro deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
Assim também disse em Salmos 50.12: Se eu tivesse fome, não te diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude.
Portanto, é impossível agradar a Deus oferecendo a igreja coisas materiais, visto que tudo que há no universo foi Ele mesmo quem criou, porem, na Carta aos Hebreus 13.15-16, há uma indicação para que possamos agradá-lo verdadeiramente, onde está escrito: Ofereçamos a Deus, através de Jesus, sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque, com tais sacrifícios, Deus se agrada.
Essa Palavra desmente os pregadores que induzem aos fieis a doação de valores, sob alegação de adorar a Deus, principalmente quando se trata de dízimos e ofertas, vinculando dinheiro com bênçãos, subestimando assim, o sacrifício do Senhor Jesus, o qual veio para nos dar algo infinitamente superior e melhor do que toda riqueza deste mundo, que é a sua paz aqui na terra e a salvação para a vida futura, pois Ele foi morto e com o seu sangue comprou para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação.
O qual também ensinou que os verdadeiros adoradores, adorarão o Pai em Espírito e em Verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Porque Deus é Espírito, e importa que os que o adoram, o adorem em Espírito e em Verdade.
Portanto, sendo o dízimo abolido (Hebreus 7.5-12) seja a doação por lei ou por “amor” é pisar o sangue de Cristo e desafiar a Palavra Senhor.
E, diante da verdade, até onde recebemos entendimento, dar e receber dízimo é obra morta, ou seja, obra da justiça da lei do Velho Testamento.
Crer e viver por essa prática é estar sem a graça de Deus, pois assim explica a Bíblia. Estar sem a graça de Deus, é estar morto.
Certamente que, sem Cristo e, cumprindo e se justificando pela lei, qualquer homem ainda não tem a vida eterna, tanto o que dá e, também, o que recebe o dízimo, pois a Palavra afirma que nenhuma alma será justificada diante d’Ele pelas obras da lei (Romanos 3.20,28 – Gálatas 2.16).
Portanto amados, no tempo da graça qualquer esforço para voltar a lei de Moisés que Cristo desfez na cruz, é anular o sacrifício do Cordeiro de Deus e reconstruir o muro por Ele derrubado (Efésios 2.13 a 15).
Louvai ao Senhor

ROUBARÁ O HOMEM A DEUS ?

Porem, no Novo Testamento, Cristo assegura que igreja não é prédio, mas nós somos a sua igreja (Efésios 1.22,23). E no livro de Atos 7.48 e 17.24 a Palavra afirma que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens.
É óbvio que não havendo habitante a casa está vazia. Então perguntamos, sendo nós a igreja de Cristo, e habitando Deus em nossos corações pelo seu Espírito Santo, para onde deveríamos levar os dízimos, ainda que fossem remanescentes na graça?
Para tanto, a Palavra na carta aos Hebreus 10.1 refere-se a lei de Moisés como uma alegoria, ou seja, sombras dos acontecimentos futuros e não a imagem exata das coisas, e nisso vem a revelação sobre a ordenança de levar os dízimos para a casa do tesouro, porque em Hebreus 3.5, 6 diz:
Na verdade, Moisés foi fiel em toda sua casa, como servo, para testemunho das coisas que haviam de acontecer. Mas Cristo, como Filho sobre a sua própria casa, a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firmes a confiança e a glória da esperança até o fim.
Portanto amados, nesta Palavra vem a confirmação revelada que nós somos o templo do Espírito Santo de Deus, porque está escrito: Cristo, como Filho sobre a sua própria casa, a qual casa somos nós, ratificado em Malaquias 3.17, onde a Palavra descreve: E eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia que farei, serão para mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve.
Sabemos que para Deus, toda criatura é um tesouro, mas no tocante ao grande dia da vinda de Cristo para julgar os vivos e mortos, o Senhor demonstra um afeto especial para os que preservam os seus mandamentos e os trata carinhosamente como seu particular tesouro. O que nos faz conhecer a finalidade, pela qual o Senhor ordenou que os dízimos fossem conduzidos para a casa do tesouro, para que nenhum dos seus (os justos) fossem desamparados e nem a sua descendência a mendigar o pão (Salmos 37.25).
No que também justifica a preocupação e o zelo do Senhor Jesus para com os desprovidos, descrito no Evangelho de Mateus 6.1-4, onde Ele recomenda auxiliar aos necessitados com caridade, ensina a proceder com discrição para não se assemelhar aos hipócritas das sinagogas, e promete recompensar publicamente os que assim procederem, fazendo o bem em segredo. E diferentemente do dízimo, na era da graça o Senhor Jesus não estipulou percentual ou limite para aplicação desse mandamento, o amor ao próximo, em forma de caridade.
No capítulo 3 do livro de Malaquias há promessa de bênçãos materiais para os cumpridores da lei, no entanto, é rigorosa quando se referente ao dízimo, por ser a garantia de alimento em abundância. Pagava-se o dízimo para ser recompensado materialmente, mas Jesus Cristo, em sacrifício vivo, pagou o mais alto preço pela nossa libertação com o seu próprio sangue, para que recebamos a sua paz, a graça e a oferta da vida eterna.
E, por isso, não precisamos mais pagar o dízimo para garantir as necessidades cotidianas das coisas materiais (alimento, vestes, etc.), porque Jesus priorizou as coisas que vem do Alto, a vontade do Pai, e recomendou buscar primeiramente o Reino de Deus e sua justiça e as demais coisas serão acrescentadas (Mateus 6.25-33). Porque Ele é quem nos dá a vida, a respiração, e todas as coisas (Atos 17.25).
ROUBARÁ O HOMEM A DEUS?
Malaquias 3.7-9 diz: Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação.
Amados, hoje não se aplica mais essa ordenança aos verdadeiros servos de Cristo. Porque vivemos pela graça e não mais sob o jugo da lei, por isso, é impossível o servo roubar a Deus nos dízimos e ofertas. Porque se alguém, por falta de entendimento ainda se faz dizimista, está errando por cumprir uma lei abolida pelo sacrifício de Cristo, mas não está roubando a Deus. Como também não roubam a Deus, os que não dizimam, porque é uma ordenança da lei, tornando-se intempestiva na era da graça.
Mas, se ainda existe alguém com probabilidades de roubar a Deus nos dízimos e nas ofertas, certamente não são as suas ovelhas, mas os administradores desses montantes, especificamente os dirigentes das instituições religiosas, os quais acumulam para si, fortunas, tirada do suor dos servos.
E o mais lastimável em tudo isso, os eruditos que fazem a mídia no meio dos evangélicos exumaram uma lei extinta, a maquiaram e adaptaram-na ao sacrifício do Cordeiro Deus, em benefício próprio. Então perguntamos: Se precisamos voltar às fábulas judaicas, qual o discernimento de doutrina sobre a Palavra do Senhor Jesus (João 13.34), ao pronunciar: Um Novo mandamento vos dou?
A atual situação dos que se dizem crentes, mas sem compromisso com o Evangelho de Cristo é preocupante, porque a palavra adverte: Ai dos que procedem usando o sangue do Senhor Jesus com malícia e avareza, porque na vinda de Cristo, haverá pranto e ranger de dentes, ou seja, muita dor (Mateus 7.21-23).
COMO REPREENDER AO DEVORADOR?
Malaquias 3.11, descreve: E, por causa de vós, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo não vos será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.
Na vigência da lei de Moisés, a Palavra, pelo profeta Malaquias advertiu com seriedade os sonegadores do dízimo sobre as consequências que haviam de acontecer, ou seja, ficavam indefesos diante da ação do devorador, pela inobservância às ordenanças da lei, relativo ao dízimo.
Mas quando o Senhor Jesus rendeu o seu espírito a Deus na cruz do Calvário, o véu do templo rasgou-se de alto abaixo e a lei foi sucumbida definitivamente (Mateus 27.51). Isso significa que, consistindo o dízimo elemento de uma lei ineficaz, torna-se inválido, pois, hoje vivemos pela graça e ninguém precisa pagar mais nada, porque Cristo já pagou o mais alto preço com o seu próprio sangue (Apocalipse 5.9) para salvar o homem do pecado e da morte.
Mesmo assim, ainda é comum alguns lideres religiosos usarem o texto do capítulo 3 de Malaquias, para chantagear as ovelhas que deveriam apascentar, referente ao terrível combate do devorar sobre os que não dizimam, escondendo-se atrás de uma lei abolida, para manter o dízimo em evidência.
Porem, a implementação do dízimo no Novo Testamento é um equívoco absoluto, porque na era da graça, alem de não haver ordenança para o dízimo, também não se repreende mais o devorador pelo cumprimento às leis do Antigo Testamento, porque na carta aos Efésios 6.10-18, a Palavra ensina a nos revestirmos da couraça de Deus para não sermos atingidos pelos dardos inflamáveis do inimigo, independente do cumprimento de qualquer item da lei, porque a nossa luta não é contra a carne e nem o sangue, mas contra as hostes (exércitos) das potestades do mal.
A Palavra da Nova Aliança instrui que a repreensão aos demônios tem que ser em nome do Senhor Jesus (Marcos 16.17, 18 e Lucas 10.17), com jejum e oração (Marcos 9.29), e principalmente através da fé (Mateus 17.19, 20). Porque o diabo é inimigo do povo de Deus, e anda ao derredor, bramando feito um leão, buscando a quem possa a tragar (I Pedro 5.8), para tanto, sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós (Tiago 4.7).
Portanto amados, o ensinamento sobre repreender o devorador através do compromisso com o dízimo, oferta ou bens materiais é um engodo, sendo que a Palavra assegura que só seremos revestidos da armadura de Deus, pela oração, jejum, santificação, obediências ao Evangelho de Cristo (I Coríntios 15.1, 2), porque o legado do Senhor Jesus recomenda a guardar os mandamentos de um Novo Testamento, não mais feito por ritual e ordenança material, mas constituído pela aspersão do seu próprio sangue (Mateus 26.27, 28).
CRISTO É O ALIMENTO ESPIRITUAL
A Palavra de Malaquias 3.10 veio em figura e não pode haver cobiça das coisas materiais amparado neste versículo, porque vindo Jesus Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, mas pelo seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção (Hebreus 9.11, 12).
Por isso, Jesus é o Pão que desceu do céu, não mais para conservação da vida material por um período efêmero, mas por uma causa maior e mais sublime esperança. Ele é o Pão Vivo que veio para nos dar a perpetuação da vida eterna, cuja promessa é a Nova Jerusalém.
Disse Jesus: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna. Quem de mim se alimenta, também por mim viverá (João cap. 6).
E para entendermos melhor a profundeza da palavra do Senhor, vamos meditar no livro de Mateus 26.26-28, chegada a hora de Jesus, e participando com os doze da última páscoa, e a consagração da primeira ceia, enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
E, tomando o cálice (vinho) e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
Jesus elucida através do pão, a oblação do seu corpo rasgado na cruz, e o vinho, o seu sangue para lavar os nossos pecados. O nascer de novo pela aspersão do seu sangue, que por muitos foi derramado, para remissão dos pecados, e salvação da vida eterna.
Louvai ao Senhor

sábado, 2 de junho de 2012

PODE O CRENTE TER ENFERMIDADE?

No momento em que uma pandemia (epidemia a nível internacional) assola a humanidade, inúmeros irmãos apresentam uma apreensão exacerbada sobre o assunto, ..Mas pela fé no Deus vivo que servimos.., precisamos sim precaver, mas não há razão para pânico relacionado à pestilência alguma.
Observe, sempre que Jesus libertava aos que o buscavam, recomendava: Não temas, crê somente. Exatamente isso que precisamos, crer que Deus está em nós, e não nos deixa desamparado na angústia à mercê do inimigo, porque o medo é sinônimo de ausência de fé, falta de confiança na palavra do Senhor, e Ele só nos ouvirá quando intercedemos sem duvidar, com a convicção que seremos atendidos em nossas petições.
E no Evangelho de Marcos 16.17, 18, disse o Senhor Jesus, aos seus discípulos: Estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
Irmãos seríamos nós capazes de imaginar a grandeza do poder do Altíssimo? Jesus afirmou aos que crerem, em seu nome expulsarão demônios, pegarão em serpentes sem sofrer mal nenhum, como também se comerem alguma coisa com poder para sucumbir a carne, dano algum ocorrerá com os que amam a vinda de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.
Então qual a significância de um mísero vírus, o qual sequer é visível a olho nu, diante do poder letal de víboras, serpentes ou de algum produto mortífero? MAS TUDO É UMA QUESTÃO DE FÉ..e confiança em Deus, para tanto, Paulo foi ferido por uma víbora e não sofreu mal algum, porque Deus era com ele (Atos 28.3-5). E o poder de Deus é ilimitado e imutável, ou seja, o mesmo ontem, hoje, e será eternamente.
E o irmão, crê verdadeiramente que Cristo vive e é poderoso para lhe salvar, como também o livrar de todo mal e da obra do maligno? Evidente que você dirá que sim. Amem. Então não há nada a temer, mas crer somente.
No entanto, é bom que estejamos atentos às prevenções, considere que depois que Jesus cumpriu a quarentena de jejum no deserto, satanás O tentou dizendo: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
Satanás tentou colocar dúvidas no coração do Senhor induzindo-O a provar a sua afinidade com o Pai, mas Jesus replicou e deixou o exemplo que, de forma alguma podemos tentar a Deus.
Assim também poderá o inimigo lhe desafiar à provar que és um ungido de Deus com emboscada astuciosa, por isso precisamos de olhos espirituais para não cairmos em tentação, pois a palavra recomenda: Sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós (Tiago 4.7).
Exemplo de sujeição a Deus legado por Jó, homem temente a Deus e mesmo assim foi fulminado pelos dardos inflamáveis do inimigo, e em tudo isso Jó não pecou e nem atribuiu falta alguma. E no momento da sua maior angústia se humilhou na presença do Senhor e O adorou, e no tempo do Senhor foi vitorioso.
Todavia, a atual situação é preocupante, a doença realmente é avassaladora, mas não é o uso de materiais descartáveis na higienização que irá livrá-lo do mal. A hora é do povo de Deus se unirem em constante oração, jejum, buscando a santificação no Senhor, porque somente .PELO REVESTIMENTO DA COURAÇA DE DEUS.poderá nos livra de toda obra das potestades do mal.
Relata a palavra, que os escribas e fariseus interpelaram a Jesus (Mateus cap.15) porque os seus discípulos não lavavam as mãos antes às refeições, porem Jesus dispensou essa prática e afirmou que, o que entra na boca não contamina o homem, mas o que sai da boca, isso sim, contamina.
E no momento, a prevenção mais eficaz e recomendável contra as doenças virais e bacteriológicas é a higiene com as mãos, no que dá uma aparência estranha Jesus assegurar que o alimento que entra na boca não contamina o homem, ainda que não possua o hábito de lavar as mãos. Mas o que aspirou ao Senhor dispensar a tradição dos anciãos, no tocante a lavar as mãos antes às refeições?
A revelação vem na primeira carta a Timóteo 4.4, 5, aprecie: Toda criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada.
Para aquele que crê no Senhor Jesus como seu único e suficiente Salvador, não há razão para temor, porque todo alimento é santificado pela oração, por isso a palavra em Romanos 8.31, narra: Se Deus é por nós, quem será contra nós? No que também é ratificado na primeira carta universal do Apóstolo Pedro 3.13, assim descrito: Qual é aquele que poderá vos fazer mal, se fordes zeloso do bem?
E o conforto espiritual é acrescentado no livro dos Salmos 27.1, onde a palavra do Senhor certifica que não devemos temer a nenhum mal, porque o salmista confessou: O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Palavra de confiança confirmada também nos Salmos 27.3, onde diz: Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria.
O ENCORAJAMENTO PARA ENFRENTAR ATÉ A MORTE
Não precisamos temer as pestes, a violência e as tragédias porque essas coisas são os sinais do princípio do fim (Mateus cap. 24), para que se cumpra a Palavra, porém o Senhor Jesus nos encoraja a enfrentar todas as situações, e até mesmo a morte deverá ser encarada com naturalidade e esperança, veja que no Evangelho de Mateus 10.28, Jesus disse: Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.
Jesus certificou também que a carne para nada se aproveita, mas o espírito é o que vivifica (João 6.63), isso significa que não deve o homem se preocupar apenas com o bem estar do corpo físico e esquecer-se de zelar pela maior preciosidade que há em nós, que é o espírito.
Porque a carne veio do pó e no pó se desfará, mas o espírito viverá eternamente, e ONDE PASSARAS A ETERNIDADE? Portanto amados, temor só aos mandamentos do Evangelho de Cristo, para que sejamos um dos seus escolhidos no grande e terrível dia do Senhor Jesus, porque as tribulações e enfermidades virão mesmo, mas o que diz a palavra do Senhor sobre situações adversas?
Observe a recomendação do Senhor na carta universal de Tiago 5.13-16: Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.
Eis a indicação do Senhor aos seus servos para que mantenhamos a esperança inabalável. Está alguém doente, chame o presbítero e a oração da fé salvará o doente. Evidentemente que o Senhor não está se referindo aos falsos mestres, enganadores avarentos, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te (II Timóteo 3.1-9).
Observe que a palavra evidencia a oração da fé, ministrada pelo servo de Deus que éjusto, aquele que possui comunhão com Altíssimo, porque está escrito que Deus não ouve a pecadores mas se alguém é temente a Deus e guarda os seus mandamentos, a esse Ele ouve (João 9.31). Porque o Senhor Deus assim assegurou: Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás (Salmos 50.15).
Como afirmou também Jonas: Na minha angústia, clamei ao Senhor, e Ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e o Senhor ouviu a minha voz (Jonas 2.2).
Portanto amados, onde quer que estejam, seja lá qual for a situação, confie no Senhor teu Deus, estejais em constante oração, jejum e boas obras, para que o ouvido do Senhor esteja atento ao vosso clamor e a destra da sua justiça vos sustentando para que nunca venham a desfalecer na fé.
Na conclusão desse texto, o meu espírito está jubiloso em Cristo, pela oportunidade de compartilhar com os amados esta simples e humilde mensagem, mas o que mais me contentou, veio justamente ao fim da nossa meditação, na primeira carta universal de João 4.4-6 onde a palavra de Deus nos fortalece espiritualmente, aprecie:
Filhinhos, vós sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são; por isso, falam do mundo, e o mundo os ouve. Mas nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; mas aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.
Essa palavra nos regozijou porque o Espírito Santo de Deus nos faz discernir o porque muitos contestam a palavra do Senhor que pregamos, mas os que são de Deus ouve-nos e há discernimento nas mensagens que anunciamos. Nisto conhecemos os que têm o Espírito da verdade, e os que andam no espírito do erro.
Deus seja louvado e o seu amado Filho eternamente glorificado.